O Largo Pedro Arcanjo foi inundado pelo universo dos antigos carnavais e embalado pelas músicas inesquecíveis da cantora Gal Costa através da incomparável voz de Cláudia Cunha, neste domingo (2). A cantora entrou no palco às 21h, sacudindo o público com o seu talento e entusiasmo. O tributo intitulado "Gal 80: Nas Trincheiras da Alegria" já faz parte da carreira da artista mas, desta vez, sua apresentação teve um tempero especial: a celebração aos 40 anos da Axé Music.
O repertório do show versou por canções de Gal, aliando marchinhas de carnaval e homenagem aos blocos afro. A cantora Sandra Simões foi a convidada da noite, festejando o legado de Gal Costa e também seu aniversário. A direção musical foi de Luciano Salvador Bahia e contou com a participação dos músicos Alex Mesquita (guitarra), Estevam Dantas (teclados), Cadinho Almeida (baixo), Rafael Santana (bateria) e Érica Sá (percussão).
“São 13 anos fazendo um show em celebração ao repertório e à arte de Gal Costa. Esse ano Gal celebraria 80 anos e fiz novamente um tributo a ela nesse carnaval e músicas dos Novos Baianos, Moraes Moreira e Caetano Veloso, mas tem “Meu nome é Gal”, que é uma canção emblemática, e decidi abrir com essa música. Gal é uma referência, é um farol”, destacou.
Unindo Gal às comemorações dos 40 anos da Axé Music, “resolvi fazer um mix de canções, especialmente do Muzenza e do Olodum, porque acredito que esse Carnaval da Bahia começa com os blocos afros e os afoxés e chega nesse caldeirão incrível e plural que é hoje. É um guarda-chuva que abarca muita coisa, então tem uma homenagem aos blocos afros e logo na sequência muito frevo, porque acredito que o chão da praça merece frevo”, afirmou.
Moradora do centro de Salvador, no bairro dos Barris, Cláudia ressaltou que já tem alguns anos que faz o Carnaval no Pelourinho e adora, pois “é uma festa acessível, gratuita, inclusiva e com uma programação a cada ano surpreendente. Pra mim, é o circuito mais gostoso”. Isadora Santana, que trabalha com hotelaria, não conhecia o trabalho da cantora e se surpreendeu. “Estou adorando a energia e fiquei muito emocionada. Ela tem uma voz maravilhosa”.
A experiência foi diferente para o artista plástico, arte-educador e escultor Dory Miranda, que já conhecia Claudia há bastante tempo. “Ela é um expoente maravilhoso dentro da arte da Bahia e tem uma reciprocidade com o público, sem contar o carisma maravilhoso. Estava na Barra e vim pra cá especialmente para ver o show dela e estar no Carnaval do Pelourinho, pois é de um acolhimento intelectual, uma somatória de desejos, de prazeres, de gostos diversificados, e isso é muito interessante”, avaliou.
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