Com um show performático e repleto de coreografias, a cantora Dai recebeu os foliões com um repertório que mesclou músicas autorais, clássicos da MPB em versão pagotrap e canções de blocos afro, em homenagem aos 40 anos do axé music. Em ascensão no cenário musical, Dai é um dos principais nomes do pagotrap — ritmo que une a sonoridade do rap com o pagode baiano — e se destaca como uma das artistas femininas mais influentes do gênero.
Em seu terceiro ano no Carnaval de Salvador e pela primeira vez se apresentando no Pelourinho, Dai trouxe ao repertório músicas de blocos afro, que ela considera a essência do verdadeiro axé. “Preparamos um repertório com algumas surpresas e homenagens, e uma delas foi a inserção de músicas de blocos afro para reverenciar essa raiz, o verdadeiro axé, o axé feito por gente preta”, explicou a cantora.
Para Ana Carla Silva, 24 anos, estudante de Biomedicina, o show foi uma surpresa agradável. “Preciso saber as redes dela para começar a seguir! Elas sabem ser artistas, mulheres bonitas sem serem vulgares. São lindas e talentosas, desejo muito sucesso. Esse tipo de atração permite que a gente se solte e se divirta à vontade, sem violência contra as mulheres, inclusive”, destacou.
Jeferson Carlos Nascimento, 36 anos, motoboy, elogiou a autenticidade da apresentação. “Achei a performance das meninas muito natural. Elas tiveram essa preocupação com a parte cultural, e foi perceptível que nada foi forçado. Elas vivenciam isso de verdade. O repertório foi bem organizado”, afirmou. Sobre o ambiente, ele ainda ressaltou que o show foi democrático e atraiu um público diverso.
Já José Santos, 39 anos, assistente de licitações, destacou a energia do espetáculo. “Estou achando a batida muito boa, dá vontade de dançar. A presença de palco dela é incrível. Cheguei cedo ao Pelourinho, percorri várias praças neste último dia e estou achando a estrutura dos shows muito bacana”, comentou.
O show de Dai foi o penúltimo da programação na Praça Quincas Berro D'Água neste último dia de Carnaval. A noite seguiu com mais uma apresentação, encerrando a festa no espaço, que recebeu diversas novidades ao longo da folia, reafirmando a diversidade musical e cultural do Pelourinho.
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