A cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, recebeu nesta sexta-feira (15) autoridades nacionais e estaduais para a tradicional Festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010. A celebração, que une fé, cultura e resistência, contou com a presença do secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, representando o governador Jerônimo Rodrigues; do diretor-geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Marcelo Lemos; da primeira-dama Janja Lula da Silva; da ministra da Cultura, Margareth Menezes; da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; e da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo.
Neste ano, o Governo da Bahia investiu R$ 227 mil na realização da festa, sendo R$ 70 mil destinados pela Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), por meio do IPAC, reforçando o compromisso com a preservação e valorização desse patrimônio cultural.
A programação incluiu o anúncio de investimentos do PAC Cidades Históricas, o tombamento do terreiro Ilê Axé Simimó, a adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e homenagens à Irmandade. Cortejos, missa e procissão emocionaram o público, reafirmando a relevância da preservação das tradições afro-brasileiras.
Durante a celebração, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, ressaltou o significado histórico e cultural da festa.
"Não se trata somente de um apoio financeiro para a preservação, mas de um diálogo muito respeitoso com as senhoras da Irmandade, que representam gerações de mulheres negras que desde a escravidão lutam pela liberdade, pelo culto à cultura afro-brasileira. Elas fazem das ruas de Cachoeira um cenário de muita tradição, de resistência, de luta e, sobretudo, de uma celebração que muito nos orgulha”, afirmou.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, frisou o alinhamento entre cultura e democracia na atual gestão federal. “A importância da parceria entre cultura e democracia no governo Lula é central para fortalecer a nossa identidade e preservar o nosso patrimônio”, destacou.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, apontou Cachoeira como exemplo nacional de tolerância e convivência democrática entre diferentes religiões. “Cachoeira é exemplo para o Brasil de tolerância, democracia e respeito às religiões de matriz africana”, disse. Já a primeira-dama Janja Lula da Silva reforçou o compromisso do governo federal com a justiça social e a redução das desigualdades. “O compromisso é com um Brasil mais justo, igualitário e solidário”, declarou.
TRADIÇÃO - Realizada anualmente no mês de agosto, a Festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte é uma das mais relevantes expressões culturais e religiosas da Bahia, reunindo elementos do catolicismo e das tradições afro-brasileiras.
Criada por mulheres negras alforriadas no período da escravidão, a irmandade mantém viva a memória da luta por liberdade e preserva um legado de fé, resistência e identidade. Reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010, a celebração transforma as ruas de Cachoeira em um grande palco de cortejos, missas, procissões e encontros culturais, atraindo visitantes de diversas partes do Brasil e do mundo.
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