Arca do Axé leva “Xangô… Justiça!” ao Pelourinho e reafirma força comunitária

13/02/2026
Arca do Axé apresentou cortejo marcado pela força da dança afro e da musicalidade
Ascom SecultBA

Fundado em 1999 pelo compositor e artista Domingo Sérgio, o Bloco Arca do Axé desfilou, nesta quinta-feira (12), no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, levando para as ruas o tema “Xangô… Justiça!”. Nascido no bairro da Engomadeira, onde atua como escola comunitária e ponto de cultura, o bloco apresentou cortejo marcado pela força da dança afro, da musicalidade e da ancestralidade.

No desfile deste ano, o Bloco Arca do Axé reuniu, em média, 600 pessoas, sendo cerca de 400 dançarinos, evidenciando o protagonismo juvenil e a dimensão comunitária do projeto. O bloco foi contemplado pelo Programa Ouro Negro, política pública do governo do estado que garante incentivo financeiro a blocos afro, de reggae, afoxés e demais entidades de matriz africana.

Para Valter José, coordenador da agremiação, o apoio é fundamental. “O Ouro Negro é essencial para que a gente mantenha nossa tradição viva. É um incentivo que fortalece os blocos afro e garante que possamos colocar nosso povo na rua com dignidade e organização”, afirmou.

O Arca do Axé surgiu a partir da Associação Cultural e Comunitária formada por artistas, professores e moradores das comunidades do Beiru, Engomadeira e Cabula. A entidade desenvolve ações de educação infantil, alfabetização e cursos profissionalizantes, além de manter horta comunitária, biblioteca e oficinas de dança afro, percussão, artesanato, música e audiovisual. Também preserva manifestações como capoeira, maculelê, bumba meu-boi, ala de baianas e banda de percussão, reunindo crianças, jovens, adultos e idosos em suas atividades.

Mais do que ocupar as ruas durante a folia, o Arca do Axé evidencia o trabalho social e cultural desenvolvido ao longo do ano nas comunidades, unindo formação artística, inclusão e resistência. Com o cortejo no Pelourinho, o bloco reafirma a importância do Carnaval como espaço de identidade, memória e valorização da cultura negra em Salvador.

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