Bloco Boka Louka desfilou no Circuito Osmar homenageando Clarindo Silva

16/02/2026
Boka Louka consolidou sua trajetória com dedicação ao samba de roda
Ascom SecultBA

O Bloco Boka Louka desfilou nesta sexta-feira (13) no Circuito Osmar, no Campo Grande, integrando a programação do Carnaval Ouro Negro. Com cerca de mil associados, o bloco levou para a avenida um cortejo marcado pelo samba de roda e pela valorização da cultura popular do Centro Histórico.

A concentração aconteceu na Casa D’Itália por volta das 19h, com retorno até a Praça Castro Alves, local onde o desfile foi fundado. À frente do cortejo, a banda Swing de Fora conduziu os foliões ao longo do percurso, mantendo o ritmo e animando também o público que acompanhava das calçadas.

Fundado oficialmente em 29 de junho de 2005 e sediado no Centro Histórico de Salvador, o Boka Louka consolidou sua trajetória tendo o samba, especialmente o samba de roda, como principal expressão musical, sempre conectado às tradições culturais que marcam a identidade da região. Ao longo dos anos, o bloco se firmou como espaço de encontro e valorização da cultura popular e afro dentro do Carnaval.

Neste ano, a entidade prestou homenagem a Clarindo Silva, reconhecido por sua atuação na preservação da memória do Centro Histórico e por sua contribuição à cena cultural de Salvador. Aos 83 anos, conhecido como Mestre Calá, ele é jornalista, escritor, compositor e produtor cultural. Proprietário da tradicional Cantina da Lua, no Terreiro de Jesus, administra o espaço há mais de cinco décadas, transformando-o em ponto de encontro de turistas, artistas, intelectuais e sambistas. A homenagem esteve estampada no abadá oficial do bloco, que trouxe a foto do Mestre Calá como forma de reconhecimento à sua trajetória.

Para Raimundo Moreno, presidente do bloco, a escolha do homenageado dialoga diretamente com a história e com a identidade do Boka Louka. Segundo ele, reconhecer a trajetória de Clarindo Silva é também falar do compromisso do bloco com o samba tradicional e com a preservação da memória cultural do Centro. “Clarindo sempre foi uma referência para todos nós que vivemos e defendemos o Centro Histórico. Ele representa essa resistência cultural que mantém o samba vivo”, afirmou. “Um país que não preserva as suas raízes culturais está fadado a perder a sua história”, completou.

O Boka Louka é uma das entidades contempladas pelo programa Ouro Negro, apoio considerado pela diretoria fundamental para a realização do desfile e para o fortalecimento das manifestações culturais na Bahia. A programação do bloco continua na segunda-feira de Carnaval, quando a banda volta a se apresentar no circuito.

Fonte
Ascom SecultBA
Tags
Carnaval 2026
Ouro Negro
circuito osmar