Nelson Rufino convida Sandra de Sá e prova porque o ‘seu Curuba’ permanece vivo

16/02/2026
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Crédito: Ascom SecultBA

 

Há cerca de 65 anos, o mundo deixava de ganhar um jogador de futebol para receber um dos grandes mestres do samba brasileiro. O primeiro sonho de Nelson Rufino era o gramado.  Aos 83 anos de idade, um dos maiores sambistas do Brasil se apresentou no Largo Pelourinho atraindo fãs da antiga e da nova geração do gênero musical

Nascido na Bahia, em 1942, ele pertence à geração de nomes como Ederaldo Gentil e Batatinha, que dá nome ao circuito do Carnaval no Pelourinho. Autor de sucessos como “Todo Menino É um Rei” e “Verdade”, Rufino lembra que, antes de se tornar o respeitado “Nelson”, era conhecido como “Curuba”. Hoje, domingo de carnaval, disse se sentir extasiado ao ver o Largo do Pelourinho lotado para seu show.

Foi em 1962, quando viajou pela primeira vez ao Rio de Janeiro para tentar a carreira no futebol, chegando a treinar em dois clubes cariocas, que iniciou sua carreira musical. Com saudade da mãe, dona Chiquinha, voltou à Bahia trazendo no bolso a primeira composição, “Bahia, meu primeiro travesseiro”, que permanece inédita.

Oriundo da Escola de Samba Filhos do Tororó, compôs em 1965 o primeiro samba-enredo, “Portais da Bahia”, que levou a escola ao título de campeã. A estreia fonográfica veio em 1970, com “Alerta Mocidade”, gravada por Eliana Pittman.

Em entrevista à Secretaria de Cultura do Governo do Estado, disse ficar feliz em ver velhos e velhas amigas na plateia. “É muito comum ver pessoas mais jovens me dizer ‘meu pai adora você, minha mãe adora você’, isso não tem como pagar”, contou. “O que penso sempre é como eu posso retribuir esse carinho e continuar as coisas que Deus manda pra mim.”

Neste ano, Nelson Rufino convidou a rainha do soul brasileiro, Sandra de Sá. Segundo o artista, a ideia partiu da produção e foi imediatamente acolhida. Andressa Ribeiro, 36, e Adriana Costa, 43, foram ao Pelourinho especialmente para vê-los. Para elas, o cenário é ideal para artistas que não se apresentam com frequência em Salvador, sobretudo em shows gratuitos. 

Adriana observa que a diversidade de público torna o ambiente mais confortável. Para ela, a presença de Rufino no palco principal do Largo do Pelourinho simboliza representatividade e mostra que as escolhas artísticas para a grade do carnaval não são etaristas. 

Carinhosamente chamado de “Seu Nelson” pelo público, pela imprensa e pelas “Nelsetes”, fãs assíduas em todo o Brasil, o compositor prometeu entregar um 2026 repleto de novidades.

Carnaval do Pelô

O Carnaval do Pelô integra a programação oficial do Governo da Bahia, com o tema “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”. A festa reúne ações do edital público da Secretaria de Cultura da Bahia, que contemplou 81 propostas artísticas, além da participação da Secretaria de Turismo da Bahia, por meio da Sufotur, fortalecendo o calendário cultural do estado. No Largo do Pelourinho, parte da programação conta ainda com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

 

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