Blocos do Ouro Negro desfilam pelo Pelourinho exaltando a religiosidade afro

17/02/2026
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Crédito: Ascom SecultBA

 

Neste penúltimo dia de carnaval, os blocos participantes do Ouro Negro desfilaram pelo Pelourinho levando mensagens de exaltação à cultura e religiosidade de matriz africana.

Os Afoxés Filhos de Omolu e Baba Afoman iniciaram os trabalhos celebrando dois orixás da cultura iorubá: o primeiro, prestou homenagem a Xangô, orixá do trovão, da justiça e do fogo, com os integrantes vestidos de vermelho e branco, cores características da entidade.

Já o Baba Afoman desfilou com o tema “Loci Loci Logun”, uma saudação ao orixá Logun Edé, que no candomblé é o filho de Oxum e Oxóssi, carregando características dessas duas divindades.

O bloco Insaba Maza trouxe para o Pelourinho um desfile em celebração às raízes banto, grupo étnico que exerceu influência direta na cultura baiana e brasileira como um todo, seja na culinária, hábitos, arte ou no modo único com que se fala português no Brasil.

Na sequência, os foliões dançaram ao som dos blocos Kibeleza, a Arca do Axé e o Mangangá Capoeira, que trouxe uma homenagem a essa importante luta e manifestação cultural brasileira.

Já de noite, o bloco Laroyê Arriba fez uma homenagem a um instrumento central nas culturas afro: o tambor. O tema do bloco foi “Ayan Agalu”, que corresponde ao nume que habita nos atabaques sagrados do candomblé.

O bloco Abuse e Use fez um arrastão do samba pelas ruas do Pelourinho, animando o público que curtia a festa. Já o bloco Alzira do Conforto fez uma homenagem ao reggae, ritmo intimamente associado ao Pelourinho.

Retomando as celebrações aos orixás, os blocos Araiyê Juventude e Alegria, Jogo do Ifá e Kayala da Bahia fecharam os desfiles desta segunda-feira de carnaval no Pelourinho, reforçando a importância de se reconhecer o papel das religiões de matriz africana na constituição da nossa cultura.



 

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Carnaval da Bahia 2026
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