
Foto: Lázaro Menezes
‘Terreiros de Candomblé de Cachoeira e São Félix’ é o título do livro que será lançado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) durante a programação da Feira Literária Internacional da Bahia (FLICA), edição 2015. O lançamento ocorre no próximo dia 16 (2015), às 14h, no claustro da Ordem 3ª do Carmo, na cidade de Cachoeira.
Estarão presentes o secretário de Cultura, Jorge Portugal, os prefeitos de São Félix, Eduardo Macêdo, e de Cachoeira, Carlos Pereira, além do diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira, autoridades federais, estaduais, municipais, personalidades locais e representantes de 10 terreiros da região. A Ordem do Carmo é uma edificação é do início do século XVIII, tombada como Monumento do Brasil desde 1938 e fica na praça central da cidade, próxima da câmara municipal.
A publicação é uma adaptação do ‘Dossiê de Registro Especial’ que o IPAC elaborou para a proteção oficial de 10 terreiros em Cachoeira e São Félix, cidades do Recôncavo baiano, a cerca de 110 km de Salvador. São 244 páginas, mais de 250 fotos coloridas, mapas, ilustrações e infográficos. “Esses terreiros receberam uma proteção ainda inédita no Brasil que é o ‘registro especial’ que contempla as condições simbólico-antropológicas dos terreiros e um ‘plano de salvaguarda’ com metas, objetivos, regras e ações de proteção a curto, médio e longo prazos”, afirma João Carlos, diretor geral do IPAC.
FAZCULTURA – Neste ano, o Governo do Estado ampliou sua atuação na FLICA, articulando secretarias e órgãos com atividades de educação, cultura e turismo. A maior parte da programação acontece no Espaço Educar para Transformar, em frente à câmara municipal. Lançamento de livros, exposições, contação de histórias e saraus, acontecem no local. O governo é um dos patrocinadores do evento via programa de incentivo fiscal do FazCultura, parceria da SecultBA e da secretaria da Fazenda (Sefaz).
Segundo o gerente de Patrimônio Imaterial (Geima) do IPAC, Roberto Pellegrino, os terreiros contemplados no livro do IPAC são o ‘Aganjú Didê’ (conhecido como ‘Ici Mimó’), ‘Viva Deus’, ‘Lobanekum’, ‘Lobanekum Filha’, ‘Ogodó Dey’, ‘Ilê Axé Itayle’, ‘Humpame Ayono Huntóloji’ e ‘Dendezeiro Incossi Mukumbi’, em Cachoeira, além de ‘Raiz de Ayrá’ e ‘Ile Axé Ogunjá’ em São Félix.
Referência no Brasil por ser um dos mais antigos órgãos do país que exectam políticas de proteção aos bens culturais, o IPAC tem por obrigação regimental promover a produção técnica e científica com a qual trabalha, incluindo livros. Alguns deles, dispõem de documentários em DVD. São destinados a instituições culturais, universidades, escolas e bibliotecas. Agentes municipais e prefeituras também recebem para subsidiar e aprimorar a gestão cultural.
DOWNLOADS – Os volumes já lançados pelo IPAC estão no site, na ‘aba’ ‘Downloads’ e no item ‘Cadernos’. Ou diretamente clicando aqui. O livro dos terreiros só estará no site após o lançamento. Além da novidade do ‘registro especial’ para terreiros, a Bahia foi o primeiro estado brasileiro a proteger através de decreto estadual e via registro um ofício, através do IPAC, com o Ofício de Vaqueiros, em 2011.
