
Após a abertura do I Encontro de Culturas Populares e Identitárias do Litoral Sul da Bahia, que aconteceu ao som dos tambores e do ritmo do corpo de balé afro do Grupo Cultural Dilazenze, o secretário de Cultura do Estado, Jorge Portugal, se dirigiu à plateia composta por mestres da cultura popular, professores e, principalmente, por estudantes, e recomendou: “Vocês sabem de quem é tudo isso que foi apresentado aqui? É de vocês. Se apropriem e, para onde forem, lembrem das nossas culturas populares. Esse sentimento precisa invadir a escola também”.
A fala deu o tom das demais atividades do primeiro dia do Encontro que faz parte da programação da 3ª Feira Universitária de Livro da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e segue até o dia 29. Na mesa de diálogo, ao lado do secretário, participaram a mediadora e socióloga Rívia Santos, o Mestre Ney e o artesão Mestra Emílio, que lembraram da importância das linguagens artísticas e das manifestações populares como forma de resistência e formação cidadã. A mesa também ouviu questionamentos do público, em especial, sobre a importância de recursos que garantam a continuidade das manifestações das culturas populares. Da plateia, a Mestre Lainha, de Ilhéus, lembrou que “onde a arte e a cultura não atuam, a violência vira espetáculo”. O secretário falou sobre o novo edital da Secretaria – “Premiação para Culturas Populares”- voltado para mestres, grupos e entidades das culturas tradicionais e que está submetido à Procuradoria Geral do Estado. Na ocasião, também salientou a importância dos municípios se estruturarem para compor o Sistema de Cultura.
A manhã terminou com um cortejo da manifestação “Mandus”, da cidade de Maraú, pelo campus da UESC. O Encontro promove cinco oficinas: “Artesanato – Confecção de máscaras”, “Técnicas de interpretação de personagem”, “Torso e turbante”, “Dança afro contemporânea”, “Miçangas: cultura afro-indígena na escola básica”; e três cursos: “Literatura de cordel”; “Representações da sociedade regional na obra de Jorge Amado”;e “Cinema e Cultura Popular”.