Audiências Públicas debate a regulamentação do capítulo do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa

04/11/2015

Nesta sexta-feira (23), acontecem duas audiências públicas do ciclo que debate a regulamentação do capítulo do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa que trata da cultura. Às 9h, o tema será ‘Patrimônios, bens materiais e imateriais vinculados à cultura afro-brasileira’ e, às 14h, o debate será sobre Mestre(a)s de saberes e fazeres de culturas tradicionais. Os encontros serão realizados no Conselho de Desenvolvimento de Cultura Negra, no Pelourinho.

A última audiência acontece no dia 03 de novembro, com a temática ‘Povos de terreiros e comunidades quilombolas’, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), no bairro de São Marcos, com transmissão por videoconferência para vários municípios, envolvendo o maior número de pessoas interessadas. O primeiro encontro foi realizado no Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), no Pelourinho, tendo como pauta o ‘Programa Ouro Negro’.

Grupo de Trabalho

As audiências públicas são estratégias do grupo de trabalho instalado, em agosto deste ano, para elaborar a proposta de texto de regulamentação do capítulo II do Estatuto, que aborda, dentre outros assuntos, as diretrizes de políticas culturais para o fortalecimento de projetos nas áreas da igualdade racial e defesa da liberdade religiosa.

O documento coloca que diversos mecanismos devem ser utilizados pelo Estado na promoção da cultura étnico-racial, como cooperação técnica, seleção pública de apoio a projetos, formação de agentes culturais negros, intercâmbios e incentivos.

Outro aspecto consolidado no Estatuto é o dever do Estado em preservar e garantir a integridade e permanência dos valores das religiões afro-brasileiras, bem como seus modos de vida, costumes e tradições, num conjunto de incentivos às manifestações culturais dos povos e comunidades tradicionais da Bahia.

O grupo de trabalho é composto por representantes da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), do CDCN, e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), representada pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), pelas Superintendências de Desenvolvimento Territorial e de Promoção Cultural e por suas unidades vinculdas, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Fundação Pedro Calmon (FPC).

 

O Estatuto da Igualdade

Instituído pela Lei 13.182/14, o documento é uma antiga demanda do movimento negro baiano e visa garantir aos afrodescendentes igualdade de oportunidades, defesa de direitos individuais, coletivos e difusos, além do combate à discriminação e demais formas de intolerância racial e religiosa. O Estatuto foi construído com a participação do segmento e de instituições ligadas à temática.

Serviço:


23 de outubro (sexta-feira)

9h: Patrimônios, bens materiais e imateriais vinculados à cultura afro-brasileira.

14h: Mestre(a)s de saberes e fazeres de culturas tradicionais.

 

03 de novembro (terça-feira)

14h: Povos de terreiros e das comunidades quilombolas

Transmitidas por videoconferência, através do Instituto Anísio Teixeira e com salas de transmissão no interior.