Curadora da Exposição de Lorenzo Turner fala do acervo, projetos e relações com o Brasil

18/11/2015
Curadora da Exposição de Lorenzo Turner

Em novembro, a Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (FPC/SecultBa) - por meio da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé – e o Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro trazem para Salvador a exposição “Gullah, Bahia, África”, que documenta a vida e parte da pesquisa desenvolvida por Lorenzo Dow Turner, primeiro linguista afro-americano. A exposição será aberta no dia 24 de novembro, às 19h, e ficará em cartaz até 31 de janeiro de 2016, no Palacete das Artes (Graça). O #FPCEntrevista deste mês traz a curadora da exposição, Alcione Meira Amos, que fala do acervo de Turner, das relações com o Brasil e projetos futuros do Anacostia Community Museum do Instituto Smithsonian (EUA).

#FPCEntrevista – Como este acervo de Turner chegou ao seu conhecimento e de que forma o Smithsonian passou a trabalhá-lo?

Alcione Amos - Na verdade foi uma destas coincidências que acontecem e mudam a vida da gente. Eu estava pesquisando a história dos afro-brasileiros que voltaram para a África ocidental no século XIX, muitos deles partindo da Bahia, para escrever um livro. Uma amiga me encaminhou para o Anacostia Community Museum, pois o museu tinha recebido uma coleção de fotografias feitas na Bahia nos anos de 1940-41. Quando eu vi as fotos fiquei muito interessada. Não só a coleção do Dr. Turner tinha fotos de alguns retornados, mas também tinha muitas fotos de baianos inclusive do Candomblé. Isto foi em 2006. Eu ai me ofereci para trabalhar como voluntária, processando a coleção do Dr. Turner. Eu já estava aposentada da minha carreira de Bibliotecária no Banco Mundial nesta época. Fiquei trabalhando como voluntária e me tornando grande conhecedora do material entre 2006 e 2007. Em 2008 o Museu me ofereceu um contrato para fazer uma exposição sobe a vida e o trabalho do Dr. Turner. Em 2009 me ofereceu um posto permanente de curadora, e aqui estou ate hoje. A exposição em inglês, com o titulo de Word Shout Song, abriu aqui no Museu em 2010 e foi um grande sucesso. Depois viajou por varias cidades dos Estados Unidos entre 2012 e 2014.

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