09/12/2015

Foto: Ascom FPC
Referência no atendimento ao público surdo na Bahia, a Anísio Teixeira sempre realiza atividades voltadas, não só para os deficientes auditivos, como para suas famílias e ouvintes. Antes do curso de Libras que acontece neste mês – e que é o primeiro do ano - o espaço de leitura promoveu um workshop com a mesma temática em setembro. “A biblioteca está inserida em todos os meios de comunicação. A unidade tem que receber todas as pessoas por igual, quebrando todas as barreiras entre surdos e ouvintes”, ressalta a diretora Laura Galvão.
O curso traz uma abordagem interativa entre a linguagem de sinais e a música, dinamizando esses elementos para facilitar o aprendizado dos alunos. “É bem mais fácil aprender uma disciplina aliando o ensino à música. Em algumas escolas hoje já existe disciplinas de português e matemática que unem um com o outro”, conta Isabela Miranda, citando a Lei Federal 11.769, que assegura o uso da música na grade curricular da educação.
E para quem acha complicado aprender os sinais, Isabela garante que todos podem compreender a linguagem rapidamente. “Não é difícil. É como aprender inglês, espanhol. Libras tem uma estrutura como qualquer outra língua. Em três meses, uma pessoa consegue conversar o básico” afirma.
Procura
A sala cheia da BAT é reflexo do interesse crescente da população de Salvador de se comunicar com o público surdo. Segundo a diretora Laura, a procura é grande porque os deficientes auditivos estão cada vez mais inseridos no mercado de trabalho. “A Língua Brasileira de Sinais é o segundo idioma do país. Familiares, profissionais da saúde, segurança, educação, enfim, todos sentem a necessidade de aprender a linguagem para se relacionar com os deficientes, garantindo a acessibilidade e inclusão.”, pontua Laura.
Isabela concorda com o motivo apontado pela crescente demanda pelo aprendizado da língua de sinais e acrescenta que os baianos “estão mais conscientes de que Libras é um meio de comunicação fundamental na sociedade”.