04/03/2011
Entidades que vão participar da maior festa de rua do planeta reconhecem a importância do Programa Carnaval Ouro Negro
Fonte: Sebrae
“Dificuldade para elaborar projetos dentro das normas de mercado e problemas de gestão eram as principais barreiras para inserção e preservação da participação da nossa entidade no mercado carnavalesco”, afirma Jorge Rodrigues, diretor do Bloco Commanche, integrante do projeto Carnaval Ouro Negro desde 2009. Foi observando depoimentos como esse que o Sebrae desenvolveu uma metodologia de gestão para apoiar o Programa Carnaval Ouro Negro, implantado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (SecultBA).
Permitir a ampliação da capacidade de gestão dos grupos carnavalescos e, com isso, apresentar alternativas para ultrapassar os limites de dependência de recursos públicos é o principal objetivo da atuação do Sebrae no Carnaval Ouro Negro. Desde 2009, ano de implantação, o Sebrae capacitou cerca de 100 blocos de Matriz Africana com cursos de gestão cultural, elaboração de projetos, financiamento e produção cultural. Essa ação conjunta habilitou representantes das entidades na melhoria de seus projetos culturais.
“Com a participação no programa, ganhamos mais autonomia para a captação de recursos. Aprendemos a formular projetos, conhecemos a parte de legalização, além de encarar a entidade como empresa que precisa ser bem gerida, sem perder o valor histórico e cultural que preservamos em nossa matriz”, aponta Jussara Santana, presidente do Bloco Aspiral do Reagge. A entidade tem dois anos de fundação, mas desenvolve um trabalho como associação desde 2004.
“O papel do Sebrae neste projeto é transmitir aos profissionais do carnaval o conhecimento em gestão e planejamento, contribuindo para que a cultura enquanto um bem imaterial, particularmente a produção cultural de origem afrodescendente, possa ser melhor apropriada economicamente por aqueles que a produzem e mais valorizada pela sociedade baiana e pelos turistas”, afirma o Superintendente do Sebrae, Edival Passos. Em 2009, foram 117 grupos organizados, já em 2010 o número passou para 137.
Mapear, fomentar e apoiar a estruturação da sociedade baiana e de suas expressões culturais mais genuínas, além de desenvolver os elos que a cultura tem com a economia, com a natureza, com a política e com outros setores da sociedade são os principais objetivo do Carnaval Ouro Negro. Em 2010, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 5 milhões distribuídos através de faixas de recursos entre R$15 e R$100 mil, a depender da entidade, tendo sido repassado 50% da verba antes do início do Carnaval para que esses grupos pudessem produzir seus desfiles.