04/04/2011
A CAIXA Cultural Salvador abriga, de 3 de abril a 1º de maio, o projeto Ler e Descobrir, com vivência de contação de histórias, para pais, crianças, escolas e instituições assistenciais. Dirigido pela contadora de história, Maria José Bello Goodwin, o projeto foi aprovado pelo Edital da CAIXA Cultural para a ocupação da pauta em 2011 com o objetivo de demonstrar o quanto é importante o incentivo à leitura para crianças e adultos.
As vivencias serão realizadas com diversos recursos pedagógicos, como origami, pintura, desenho e relaxamento corporal, além de contação de histórias, que é o carro-chefe do projeto, e acontecerão em 12 turmas, com 3 horas de duração, nos turnos da manhã e da tarde. O calendário completo pode ser consultado na CAIXA Cultural Salvador, das 9h às 18h, pelo telefone: (71)3421-4200.
Por meio das vivências, busca-se disseminar diversas técnicas para retenção da atenção dos alunos e abordar, de forma lúdica, por intermédio de histórias, fábulas e elementos importantes na formação dos valores dos indivíduos. Além disso, todas as oficinas serão realizadas de forma expositiva, com a integral participação do grupo, com perguntas e respostas imediatas. Depois de disseminadas todas as técnicas, haverá também a atuação da instrutora, com a distribuição de algumas histórias. A partir daí, os alunos serão também convidados a contar suas próprias histórias.
A arte de contar histórias é uma prática milenar, que teve seu início nos primórdios da humanidade, por meio da tradição oral, sendo intensificada na Grécia Antiga e no Império Árabe – por meio das famosas histórias, presentes na obra “As mil e uma noites”, contadas por Sherazade. Essa arte amplia o universo literário, desperta o interesse pela leitura e estimula a imaginação, pela construção de imagens interiores.
A contação de histórias age na formação da criança em várias áreas. Contribui no desenvolvimento intelectual, pois desperta o interesse pela leitura, e estimula a imaginação, por meio da construção de imagens interiores e dos universos da realidade e da ficção, dos cenários, personagens e ações que são narradas em cada história.
É importante perceber que as histórias devem ser contadas a partir dos interesses e da idade dos assistentes. Pré-escolares, até 3 anos, estão em fase pré-mágica – neste caso, é aconselhável ouvir e ler histórias de bichinhos. De 3 a 6 anos, fase denominada mágica, as histórias devem ser de repetição e acumulativas. Os Escolares, entre 7 anos, estão atentos a aventuras, fadas e encantamento. Já os de 8 anos estão propensos a ouvir histórias de fadas mais elaboradas e humorísticas. Os de 9 anos, histórias vinculadas à realidade. De 10 anos em diante, viagens, explorações, fábulas, mitos e lendas.
Maria José Bello Goodwin
Maria José aprendeu a contar histórias com seu pai, um sertanejo nato, de pouca instrução formal, trabalhador e honesto, e acima de tudo um alegre contador de histórias, que sempre usava uma maleta amarela em suas atuações. Foi com a curiosidade de saber quantas histórias caberiam na maleta de seu pai, que Maria José começou a se interessar pelo assunto.
Muitos anos se passaram e, ao levar suas filhas a uma biblioteca, Maria José conta o que aconteceu: “Fui levar minhas filhas para conhecer uma biblioteca e, coincidentemente, havia uma contadora de historias (Betty Coelho). Fiquei fascinada, ouvindo atentamente, e percebi o interesse com que minhas filhas também ouviam, desde então passei a levá-las sempre. Certo dia, esta senhora chamou-me para participar do curso, que ela iria ministrar por uma semana, ‘A arte de contar historias’, e descobri o quanto poderia ajudar contando historias”.
“Resolvi contar historias em escolas, aniversários, bibliotecas, hospitais e qualquer lugar onde houvesse uma criança. Os adultos, no inicio, ficavam encabulados, mas fiz com que eles percebessem que o lúdico pode vir através dos livros com historias alegres, acumulativas e cantadas”.
“Lembrei que a velha maleta teria seu papel, mais uma vez, com todo seu encanto e magia. Por solicitação de minhas filhas, surgiu uma fantoche de nome Juju: uma lagartinha que não quer se transformar em borboleta e sim contar historias, sua casa é a maleta. Ela surge sempre que é chamada por mim quando vou contar uma história”.
“Resolvi fazer um trabalho voluntário, contando historias em hospitais especializado no tratamento contra o câncer, e percebi que a rotina na enfermaria mudou bastante com essa nova terapia, livro terapia, transformando o ambiente triste em algo cheio de amor, informação e alegria”.
“Depois de alegrias, perdas, tristezas e vitórias, resolvi colocar o projeto no papel. Eis que surge o Projeto Ler & Descobrir, que já percorreu várias escolas do estado da Bahia, desde 1999. Recebendo, inclusive menções Honrosas pelo seu empenho e incentivo à leitura”.
Serviço:
Evento: Oficina de Contação de História – Ler e Descobrir
Contadora de História: Maria José Bello Goodwin;
Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro, Salvador/ BA;
Inscrição: pelo telefone (71)3421-4200;
Realização: 03 de abril até 1º de maio de 2011;
Período: Manhã e tarde.
Acesso: Gratuito, limitado a 25 participantes por oficina;
Censura: Livre;
Onde: CAIXA Cultural Salvador - Rua Carlos Gomes, 57 – Centro, Salvador (BA)
Informações: (71) 3421-4200
Patrocínio: CAIXA Econômica Federal