Representantes dos segmentos de Cultura Indígena e Música se reúnem em Brasília

08/06/2011
Definições importantes da participação das áreas dentro do plano plurianual (2012-2015), além de debates em relação aos planos setoriais dos segmentos. Com esses objetivos os colegiados de Cultura Indígenas e Música estiveram reunidos em Brasília em reuniões que tiveram seus términos na tarde de hoje, 3 de junho. Pela a secretária de Cidadania Cultural, Marta Porto se fez presente a 3ª Reunião Ordinária de Culturas indígenas. Ela apresentou como será a estrutura da nova secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural e que com essa nova estrutura programas e ações voltadas para a questão indígena serão fortalecidas. A criação da nova estrutura foi celebrada pelos representantes do colegiado, pois dessa forma entendem que editais, ações e programas voltados para área serão lançados ou relançados, pois a nova secretaria disponibilizará de mais recursos, além de uma equipe maior de técnicos. O fortalecimento do diálogo entre a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e o Ministério da Cultural, assim como a retomada do convênio de cooperação técnica para a instalação de Pontos de Cultura Indígena e ampliação das bases de instalação desses pontos. Esses foram os pontos abordados pelo presidente da FUNAI, Marcio Meira que também se reuniu com os representantes dos colegiados. “É fundamental essa troca, aqui estão representantes legítimos do segmento indígena. É preciso haver essa reaproximação. A promoção da cultura indígena é fundamental para sua valorização e de suas diversidades. Dentro desse aspecto, peço para que ocorra, por parte desse colegiados a formulação de propostas que possam adequar-se dentro do plano plurianual da FUNAI”, disse Meira. O colegiado definiu que as propostas do setor para o plano plurianual, além de sugestões para uma revisão do Plano Setorial da área serão apresentadas em reunião extraordinária marcada para a segunda quinzena de julho com data a definir. Colegiado de Música Um segmento marcado por uma fragmentação de estilos e associações que precisam sentar-se na mesma mesa e achar pontos em comum. Esse foi o principal tema discutido pelo colegiado de música. Para Eulícia Esteves, coordenadora de música popular da Fundação Nacional de Artes (Funarte), essa gama de diferentes não deve ser vista como algo negativo. “A música é um campo complexo sim, mas isso em vez de ser algo que impeça uma evolução pela dificuldade de encontrar pontos comuns é algo que nos enriquecem, pois são opiniões diferentes que quando se junta e conversa pode e deve sair muita coisa boa. Temos que celebrar essa diversidade e ver o que cada uma tem de bom”, disse. As definições das datas das reuniões se deram na última reunião extraordinária do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) realizado no começo de maio e praticamente encerra o ciclo de encontros dos colegiados, faltando apenas o de moda que irá se encontrar no final desse mês. A coordenadora-geral do CNPC, Maria Helena Signorelli falou que outra decisão tomada na última reunião extraordinária bastante celebrada pelos colegiados foi a ampliação dos encontros para dois dias ao invés de apenas um. “Alguns colegiados tem a pauta extensa e essa ampliação proporciona maior apuro nos debates”. Marcos Agostinho (Comunicação Social/MinC)