22/06/2011
O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), acaba de finalizar a nova edição do livro e do video-documentário “Festa da Boa Morte”.
A Festa da Boa Morte foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural através de decreto do governador Jaques Wagner em junho do ano passado (2010) e, por isso, o IPAC elaborou o livro, já que tem obrigação regimental de dar conhecimento público das pesquisas, textos e conhecimentos científicos que a sua equipe técnica multidisciplinar produz. O livro trás trechos do dossiê do IPAC que possibilitou o registro da Festa como patrimônio cultural imaterial.
A iniciativa integra a série de publicações do IPAC, em parceria com a Fundação Pedro Calmon (FPC), que possibilita a difusão da memória e reflexões sobre bens culturais intangíveis da Bahia, garantindo a salvaguarda de manifestações, como a Festa da Boa Morte, que são patrimônios culturais do povo baiano.
De acordo com o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, a série intitulada ‘Cadernos do IPAC’ reúne trabalhos desenvolvidos pelas equipes de especialistas da instituição, além de trechos dos dossiês dos bens intangíveis. “O livro e o DVD colaboram também com a formulação da política pública de educação patrimonial já que são distribuídos em bibliotecas e escolas”, afirma Mendonça. O livro e vídeo-documentário foram distribuídos nas redes públicas de ensino, faculdades, universidades e entidades artístico-culturais.
O livro é composto por 124 páginas, 18 fotografias, no formato de 21 por 29,7 centímetros, fechado. Dentre os textos e capítulos estão um artigo sobre Metodologia de autoria da coordenadora de Educação Patrimonial do IPAC, Ednalva Queiroz, um texto intitulado “Cachoeira: ponto de confluência do Recôncavo Baiano” de Magnair Barbosa, que também escreve o artigo “Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte: entre o Aiyê e o Orum”. Magnair contribui ainda com “Organização hierárquica e relação de poder”. A publicação ganha destaque com artigo do conceituado antropólogo e museólogo Raul Lody, intitulado “Abiyamo Obirin Di Oku: mãe, mulher, morte”. O livro é finalizado com os depoimentos das irmãs da Irmandade da Boa Morte e com o parecer técnico que permitiu o registro oficial da Festa como Patrimônio Imaterial.
SAIBA MAIS:
POLÍTICA PÚBLICA DE PATRIMÔNIO CULTURAL
FESTA DA BOA MORTE
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