Criação do Museu do Carnaval foi lembrada no último "Conversando sobre o Patrimônio"

30/06/2011
[caption id="attachment_9621" align="aligncenter" width="300" caption="Foto: Lázaro Menezes "][/caption]

Debate Conversando sobre Patrimônio do IPAC realizado ontem (29) levantou sugestões sobre o futuro das festas populares e contou com a presença de representantes e gestores culturais

A edição do ‘Conversando sobre Patrimônio’ sobre as festas populares baianas levou um grande público ao auditório do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC), no dia 29 de junho de 2011.  O evento atraiu agentes e produtores culturais, artistas, representantes de associações, técnicos do IPAC e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – órgão do MinC – guias de turismo, representantes da Secretaria de Cultura de Camaçari e de grupos de afoxés, que lotaram o espaço que homenageia a atriz baiana já falecida, Nilda Spencer. De acordo com a mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Ufba e assessora do Iphan/BA, Carmita Baltar, o evento “visou ampliar a discussão entre a relação que as festas têm com o espaço e as ações de salvaguarda para essas referências culturais”. Jânio Castro, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA, estudioso do São João na Bahia, declarou que “é preciso discutir as festas juninas do ponto de vista educacional. A festa deve ser como ela é, respeitando a especificidade de cada lugar”. Outro integrante da mesa, o produtor cultural e fundador da Associação Viva Salvador, Dimitri Ganzelevitch, refletiu que “temos que valorizar a diversidade da cultura popular na Bahia”. Museu do Carnaval Entre as sugestões, a criação do Museu do Carnaval, foi comentada pelo pesquisador e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Conselheiro de Cultura, Paulo Miguez. O Secretário de Cultura do Estado, Albino Rubim, já havia sugerido através do artigo "Políticas Culturais e Festas" a criação de um Museu do Carnaval, para a guarda do acervo e preservação da história do carnaval da Bahia. “É preciso haver estudos numéricos, alguns já iniciados pela Secretaria de Cultura do Estado, para criar uma agenda de pesquisa resgatando a memória e viabilizando um museu da festa, como existem em vários países. O nosso carnaval já é um patrimônio”, afirmou Paulo Miguez no evento. Além de realizar dezenas de pesquisas na Bahia e Brasil, de integrar a equipe do então presidente Lula no Ministério da Cultura (MinC), Miguez morou em Nova Orleans, Estados Unidos, cidade norte-americana que também tem seu carnaval, festa que foi objeto de pesquisa desse estudioso baiano. Durante o evento, Miguez ressaltou ainda que “é preciso se criar um fundo de desenvolvimento carnavalesco e abrir editais temáticos. Seria interessante se criar um livro de registros das celebrações populares e valorizar mais as escolas de samba da Bahia”, diz. O projeto ‘Conversando sobre Patrimônio’ é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), que acontece mensalmente durante todo o ano de 2011 sempre abordando temáticas relacionadas aos bens culturais baianos, sejam eles materiais ou imateriais. O próximo encontro será no mesmo auditório do CEC no dia 13 de julho com o tema ‘O material e Imaterial no Cortejo do 2 de Julho’ e em agosto será discutida a ‘Política Nacional para o Patrimônio’ com a presença do Presidente Nacional do Iphan, Luiz Fernando de Almeida. As palestras são sempre abertas ao público, até a lotação máxima do auditório do CEC. Mais informações via telefones (71) 3117-6491 e 3117-6492, ou endereço eletrônico astec.ipac@gmail.com. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br. Crédito Fotográfico obrigatório: Lei nº 9610/98 Assessoria de Comunicação – IPAC – em 30.06.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) – (71) 8731-2641 – Texto-base: assistente Ana Paula Nobre - Contatos: (71) 3117-6490, 3116-6673, ascom.ipac@ipac.ba.gov.brwww.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba