No mês em que se comemora a Independência da Bahia, o Cortejo 2 de julho e os bairros da Soledade e Lapinha foram tema de debate ontem (14) no Conselho Estadual de Cultura (CEC)
[caption id="attachment_10181" align="aligncenter" width="300" caption="Foto: Lázaro Menezes"]
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Foi unânime a conclusão dos palestrantes do último ‘Conversando sobre Patrimônio’, encontro entre especialistas que ocorreu ontem (quarta, 14) no auditório do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC). Educação e mais ações de planejamento urbano por parte da Prefeitura de Salvador foram as principais sugestões apontadas para melhorar e preserva a festa do 2 de julho. O debate contou com presença de professores, conselheiros de cultura, arquitetos, antropólogos e interessados no Cortejo 2 de Julho, nos bairros da Soledade e Lapinha, os mais emblemáticos trechos da cidade por onde passa essa manifestação cultural.
“Nós só valorizamos o que conhecemos e a educação nas escolas municipais, estaduais e privadas sobre o 2 de julho são muito importantes para isso. É fundamental manter nossas referências culturais e a sensação de pertencimento através dessas manifestações”, afirmou a mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Mariely Santana, palestrante e integrante da mesa no debate. “É preciso se determinar políticas de ensino para discutir a importância do 2 de julho em escolas públicas e privadas”, complementou Luiz Cardoso, doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Ufba e coordenador de Diagnóstico para a da Soledade, durante a sua palestra.
“Não há planejamento urbano na cidade de Salvador, ação fundamental para que essas manifestações culturais ocorram adequadamente, sejam respeitadas e preservadas”, refletiu o antropólogo Ordep Serra, doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo e ex-Pró Reitor de Extensão da Ufba. Estiveram também presentes e refletindo sobre a festa, os conselheiros de cultura Lia Robatto, Araken Galvão Sampaio, Paulo Ormindo de Azevedo e Elisio Pitta, além de Dom Gregório, conselheiro do CEC e abade do Mosteiro de São Bento.
O Cortejo 2 de Julho é oficialmente registrado como Patrimônio Cultural da Bahia graças à proposta do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural – IPAC, autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). Este ano o cortejo completou 188 anos, fazendo a representação da entrada triunfal dos caboclos, índios, brasileiros e até portugueses abrasileirados ocorrida nesta data no ano de 1823, consolidando a independência do Brasil. Para o historiador Luis Henrique Dias Tavares, o 2 de julho de 1823 reuniu "um exército de dezenas de cidades, do Sertão e da Chapada Diamantina, formando enorme contingente que participou da luta”, comenta o especialista.
Este evento sobre o 2 de julho no CEC integrou o projeto ‘Conversando sobre Patrimônio’ que o IPAC criou para ouvir a sociedade civil. Essa iniciativa acontece mensalmente durante este ano (2011), abordando temáticas relacionadas aos bens culturais baianos, sejam eles materiais ou imateriais.
As próximas edições abordarão ‘Sistema Estadual de Patrimônio da Bahia’, ‘A experiência do ICMS Cultural de Minas Gerais’, ‘A preservação de sítios urbanos e poligonais de salvaguarda na Bahia’, ‘Irmandades e Patrimônio’, as ‘Festas Populares e a Festa de Santa Bárbara’, entre outros.
As palestras são abertas ao público até a lotação máxima do auditório do CEC. O Conselho Estadual de Cultura fica no anexo do Palácio da Aclamação, na Avenida 7 de Setembro, n° 1330, Campo Grande. Mais informações via telefones (71) 3117-6491 e 3117-6492, ou endereço eletrônico
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