22/08/2011
Última semana para conferir a exposição Letícia Parente, em cartaz na Capela e no Casarão do Museu de Arte Moderna (MAM-BA). A mostra é composta de vídeos e fotografias da artista baiana (1930 – 1991), uma das mais importantes precursoras da videoarte no Brasil. Esta é a primeira vez que os trabalhos de Letícia Parente serão exibidos em sua terra natal. Com curadoria de Katia Maciel e André Parente, filho de Letícia, a mostra é inédita no Brasil. Entre os trabalhos que integram a exposição, estão os vídeos Marca Registrada, O homem do braço e o braço do homem, Quem piscou primeiro, a instalação Ora Pro Nobis, além de fotografias e outros vídeos.
Letícia Parente traçou uma trajetória artística ímpar, utilizando-se de diversas expressões artísticas como gravura, fotografia, arte postal, performance, audiovisuais, trabalhos com xerox e instalações. O trabalho de Letícia, realizado entre as décadas de 1970 e 1990, influenciou e continua a influenciar gerações de artistas como Ticiano Monteiro, Waléria Américo, Marina de Botas, Lia Chaia, Alberto Saraiva, Nanna Pôssa, André Sheik, entre outros.
Para o curador André Parente, a utilização do corpo como forma na obra de Letícia Parente não retrata um corpo em particular; na verdade, pretende-se escapar da especificidade deste corpo e constituir um modo de ver que despersonifica o gesto cotidiano ao incluí-lo em um repertório de ações que se repetem.
“Reconhecida pelo forte caráter político de sua obra, Letícia Parente expandiu as fronteiras formais e conceituais do fazer artístico, radicalizando experiências através do seu corpo numa atitude permanente de crítica lúcida, confronto e transgressão”, declara a diretora do MAM-BA, Stella Carrozzo.