Livro ‘Somos Patrimônio – índios na visão dos índios’ foi finalizado

24/08/2011

O livro ‘Somos Patrimônio – índios na visão dos índios’ acaba de ser finalizado pela organização não-governamental Thydêwá com a participação de 40 indígenas de 10 etnias distintas. São 64 páginas com textos, desenhos e fotos relacionadas ao patrimônio indígena e tiragem inicial de mil exemplares. Os índios participantes são membros de comunidades de cinco estados brasileiros, sendo a maior parte da Bahia. “A Thydêwá já trabalha com os índios por cerca de 10 anos promovendo e valorizando a diversidade cultural e a cultura da paz”, explica Sebastián Gerlic, presidente da ONG. A publicação do livro só foi possível graças aos recursos de R$ 20 mil disponibilizados pelo Fundo de Cultura, via Editais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). “Os editais do IPAC apóiam hoje 72 projetos da sociedade civil em diversos municípios baianos contemplando iniciativas de educação patrimonial, inventários e registros de bens culturais, além da difusão e dinamização de patrimônios”, diz o coordenador de Editais do IPAC, Layno Pedra. Dentre os projetos estão cursos, seminários, palestras, oficinas, elaboração de cartilhas, ações culturais, estudos, pesquisas e levantamentos de informações, publicações de livros, catálogos, elaboração de site, CD-ROM e DVD. Incluem-se ainda eventos que abordem bens culturais, a exemplo de espetáculos teatrais e musicais, exposições e mostras. “Essas ações propiciam fortalecimento da identidade coletiva, sistematização e disponibilização da memória cultural, mobilização social e divulgação de acervos”, explica Layno Pedra. A pluralidade também é ressaltada pelo coordenador do IPAC, pois ela estimula o reconhecimento social dos bens culturais e, consequentemente, a possibilidade do desenvolvimento sustentável nas localidades que sediam as iniciativas. O livro ‘Somos Patrimônio – Índios na visão dos índios’ é resultado de 10 anos de trabalho da ONG, sendo a 16ª edição da coleção. A entidade já recebeu reconhecimentos como os prêmios Rodrigo Melo Franco 2004 do IPHAN/MinC, o de Direitos Humanos 2007, o Andrés Bello 2008 e o Mídias Livres 2010. “Trabalhamos na perspectiva de valorizar a diversidade, de pensar o patrimônio como algo vivo e pertencente a todos nós”, conclui Sebastián Gerlic. Os livros estão sendo entregues nas aldeias, faculdades, universidades e entidades culturais. E, segundo Gerlic a receptividade nas escolas também tem sido satisfatória. Para conhecer projetos da Thydêwá acesse www.esperancadaterra.ning.com, www.indigenasdigitais.org e www.indiosonline.org.br. Sobre o IPAC: www.ipac.ba.gov.br.

ONG - Thydêwá iniciou suas atividades no ano 2000 e se constitui juridicamente em 2002. A ONG nasce alquimicamente através do compromisso de várias pessoas vindas de diferentes culturas e conhecimentos, com o objetivo de promover a consciência planetária e realizar ações em favor de toda vida, em favor da “mãe terra”. Com trabalhos em aldeias e escolas em diversas cidades como Bahia, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, a ONG visa através de encontros, debates, rodas, intercambio entre indígenas e a sociedade em geral com o projeto “indígenas nas salas”. Outros projetos também integram a Thydêwá como “índios lendo” criado em 2003/2004 de incentivo à leitura e conhecimento de novas experiências, “cantando as culturas indígenas” livro lançado em (2004/2005) com 3.500 crianças das comunidades: Pataxó Hâhãhãe, Xucuru-Kariri, Kariri-Xocó, Pankararú, Tumbalalá, Tupinambá e Truká escrevem através dos cantos e danças sagradas.