Almandrade encerra sua participação no Ciclo de História da Arte

25/08/2011

Artista plástico finaliza o primeiro módulo do encontro falando do final da arte moderna e do surgimento da arte contemporânea

A terceira palestra de Almandrade no Ciclo de História da Arte marcará o fim do primeiro módulo do evento, denominado Modernidade e transição para a contemporaneidade. O encontro acontece às 15h no Cinema do MAM, no dia 30 de agosto (terça), e é intitulado A Bienal de São Paulo, o concretismo, o neoconcretismo e a década de 70. O artista plástico abordará os momentos de ruptura e de esgotamento do projeto moderno no Brasil. Na década de 1950, a sociedade brasileira viveu sob o impacto do projeto desenvolvimentista e, nas palavras de Almandrade, “adquiriu uma feição urbana e abriu espaço para as renovações na área cultural”. Da Bienal de São Paulo em 1951 até o início da Ditadura Militar, em 1964, a produção artística foi impulsionada de tal maneira que a atuação pública com intelectuais e artistas acontecia livremente. Essa época foi marcada pela participação de estrangeiros de vanguarda, que trouxeram as iniciativas do movimento concreto no Brasil. Os trabalhos dos artistas Hélio Oiticica e Lygia Clark começaram a permitir que o espectador participasse do processo de criação da obra. Essas experiências levaram o crítico Mário Pedrosa a denominá-las de arte pós-moderna, instaurando o fim do modernismo. Na palestra de abertura do Ciclo de História da Arte, Almandrade dissertou sobre a influência de Paul Cézanne para o cubismo e a importância deste movimento para a arte moderna. Já no segundo encontro, o artista se deteve nos últimos movimentos da arte moderna, como a pop art, o minimalismo e a arte conceitual. Almandrade é artista plástico, arquiteto e poeta. Possui trabalhos em acervos públicos e privados, como o Museu de Arte Moderna da Bahia, Pinacoteca Municipal de São Paulo e Museu Nacional de Belas Artes. Entre seus livros publicados, estão O Sacrifício do Sentido, Obscuridades do Riso, Poemas, Suor Noturno, Arquitetura de Algodão (poesia reunida).

Ciclo de História da Arte O Ciclo de História da Arte teve início em 09 de agosto com as palestras do professor Dilson Midlej e do artista Almandrade e já contou também com a participação da arquiteta uruguaia Alejandra Muñoz. O evento é dividido em três módulos com quatro encontros cada um. O primeiro, Modernidade e transição para a contemporaneidade, possui três participações de Almandrade e uma de Alejandra Muñoz. Espacialidade, ação e discurso na produção artística contemporânea será o tema da segunda seção de encontros, que contará novamente com a presença de Alejandra Muñoz, além de Ludmila Brito e Priscila Lolata. Por fim, Mariela Hernández fará as quatro últimas palestras, referentes à Arte moderna latino-americana. Mais informações em nosso site: http://www.mam.ba.gov.br/ Serviço Evento: A Bienal de São Paulo, o concretismo, o neoconcretismo e a década de 70. Período: 30 de agosto Horário: 15h Local: Cinema do MAM Entrada Franca Exposição: Ciclo de História da Arte Período: 09 de agosto a 22 de novembro (somente às terças-feiras) Horários: 15h Local: Cinema do MAM End.: Museu de Arte Moderna da Bahia, Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão Informações: 3117 6139 e www.mam.ba.gov.br