Narlan Matos participa do projeto Com a Palavra o Escritor

29/09/2011

Autor baiano foi considerado por Waly Salomão “o melhor jovem poeta brasileiro”

No próximo dia 06 de outubro, quinta-feira, a Fundação Casa de Jorge Amado recebe, no projeto Com a Palavra o Escritor, o autor baiano, que vive e estuda nos Estados Unidos, Narlan Matos. Um dos grandes novos talentos da Bahia na atualidade, o escritor falará sobre seu trabalho, abrindo espaço para um bate-papo informal com o público, sobre temas relacionados à literatura e à sua trajetória. Na ocasião, Narlan lançará, também, seu primeiro álbum como cantor e compositor, chamado Bossa Negra, uma mistura de jazz com musica do candomblé. Além da banda debutante, o evento contará com a participação especial de Luiz Caldas, responsável por todos os arranjos do disco. Narlan Matos (1975, Itaquara, BA) é poeta, cantor, compositor, tradutor e crítico. Tem mestrado em Belas Artes pela University of New Mexico. Elogiado por poetas universais como Lawrence Ferlinghetti e Robert Creeley – expoentes da Geração Beat – o russo Yevgeny Yevtushenko, e o esloveno Tomaz Salamun. Recebeu láureas internacionais como o International Writing Program, University of Iowa, (2002). Escritor visitante em várias universidades americanas, autor convidado para representar o Brasil em cinco dos maiores festivais de literatura da Europa, seu livro Senhoras e senhores: o amanhecer venceu o Prêmio Copene de Literatura e Arte em 1997 – atual Prêmio Braskem. Em 2000, Narlan venceu o Prêmio XEROX de Literatura Brasileira, com seu segundo livro, No acampamento das sombras, pela editora Cone Sul, SP. Está concluindo o PhD na University of Illinois at Urbana Champaign, uma das vinte maiores do mundo, onde lecionou por cinco anos. Tornou-se pupilo de Noam Chomsky e membro da Academia Americana de Poetas. Seu terceiro livro de poemas, Elegia ao Novo Mundo, sairá em breve pela Editora 7 Letras. Seu principal tema de estudos é a tropicália. Em entrevista a Kátia Borges, Narlan comentou seu trabalho: “As pessoas acham que conhecem o que foi a tropicália, mas somente 20% veio à tona. Há uma outra tropicália esperando, quieta, na espreita, para explodir a qualquer momento. Rogério [Duarte] me preparou para levar adiante o verdadeiro sentido oculto do movimento. Tenho essa responsabilidade histórica com ele e com Waly [Salomão]”. O Com a Palavra o Escritor, há 17 anos, promove o encontro entre autores e público através de depoimentos informais. No evento, escritores de ficção e poesia, críticos, historiadores e tradutores já tiveram ocasião de partilhar sua experiência pessoal sobre a aventura de publicar um livro.