Lançada a programação geral da Bienal do Livro da Bahia 2011

11/10/2011
[caption id="attachment_14158" align="alignleft" width="300" caption="Fotos: Anderson Christian "][/caption] A coletiva de imprensa para o lançamento da Bienal do Livro da Bahia 2011 aconteceu hoje, às 10h, no Palácio Rio Branco. A programação da grande festa literária foi anunciada por Albino Rubim, Secretário de Cultura do estado da Bahia. O evento desse ano, que homenageia Jorge Amado, terá 380 expositores e uma expectativa de 270 mil visitantes. Desse número, espera-se que, em média, 50 mil sejam estudantes, entre 7 e 14 anos. Vale ressaltar que o programa de Visitação Escolar possibilita que os alunos de escolas inscritas tenham acesso à Bienal do Livro gratuitamente. Albino destacou que a Secretária de Cultura da Bahia (Secult) tem bastante interesse na realização dessa grande comemoração da literatura, por conta da nova Política do Livro e Leitura do estado, levada à frente pela Fundação Pedro Calmon. “A Bienal é um momento muito importante para essa nossa nova política”, disse. O Plano Estadual do Livro e Leitura será reforçado com a Bienal por conta do incentivo à literatura do estado “já que é o momento em que a opinião pública estará mobilizada para a questão do Livro e Leitura”, finalizou o secretário. Segundo Ubiratan Castro, diretor geral da Fundação Pedro Calmon, a Bienal é uma das melhores ocasiões para incentivar a formação literária da cidade. “Em todos esses anos de realização da Bienal, já passaram mais de um milhão e 500 mil pessoas por lá, sendo elas estudantes, professores e populares”, acrescentou. Em 2011, serão disponibilizados cerca de quatro mil vale-livros para estudantes da Região Metropolitana de Salvador. “Importa para o estudante a questão da letra e a consolidação dos espaços de leitura dentro das suas próprias casas. Os vale-livros servem para encorpar a biblioteca pessoal de estudantes e professores”, pontuou Nildon Pitombo, assessor especial do gabinete da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, também presente na mesa de lançamento da 10ª Bienal do Livro. [caption id="attachment_14159" align="alignleft" width="351" caption="José Inácio Vieira de Melo e Carlos Ribeiro, curadores da Bienal do Livro da Bahia"][/caption] Além disso, esse grande evento literário também tem o papel político de apoiar, incentivar e dar visibilidade aos autores baianos. Nesse sentido, Ubiratan Castro lembrou que será feita uma homenagem especial ao poeta Ruy Espinheira Filho. A programação da Bienal recebe um acréscimo importante com a realização do 4° Fórum de Livro e Leitura. O objetivo é que a Secult da Bahia possa intercambiar experiências e desenvolver projetos em conjunto com outras secretarias de cultura do Nordeste brasileiro. O diretor geral da Fagga | GL Exhibitions, Gabriel Palumbo, realçou que o principal protagonista nesses dez dias de evento é o livro, “um dos grandes responsáveis pelo registro da nossa cultura”. Já Tatiana Zaccaro, gerente geral da Bienal, acredita que o grande papel da Bienal é a valorização da diversidade da literatura nacional. “Durante dez dias colocamos a literatura no cotidiano das pessoas: crianças, jovens e adultos”, completou. A programação dos espaços está cheia de novidades e propõe ainda mais interação do público com o universo dos livros. O “Café Literário” promete bate-papos descontraídos e intimistas com os autores programados para o espaço. “Nas 17 sessões queremos consolidar um local descontraído, mas com muita densidade cultural”, explicou Carlos Ribeiro, curador do Café. Ele ainda enfatiza que a presença de mediadores com um conhecimento específico sobre cada tema debatido nas mesas facilita o melhor aproveitamento das informações. A “Praça de Cordel e Poesia” trará saraus de poesia e a presença de cordelistas mostrando o folclore local, segundo José Inácio Vieira Melo, o curador do espaço. “Serão 83 poetas, contemplando os vários territórios identitários da Bahia, como o Oeste, Jequié, Feira de Santana, etc.”, completou Melo. A liberdade é a marca das apresentações: uns cantam, outros fazem performances e levam instrumentos, enquanto alguns preferem o intimismo e contam apenas com a sua voz como aliado. [caption id="attachment_14160" align="alignleft" width="387" caption="Albino Rubim ladeado pelos diretores da Fagga Eventos, Gabriel Palumbo e Tatiana Zaccaro"][/caption] Uma das grandes novidades é o “Livro Encenado”, que trará grandes nomes do teatro baiano, como Yumara Rodrigues, Luis Miranda e Harildo Déda, fazendo leituras dramatizadas de clássicos da literatura nacional, como Jorge Amado, Clarice Lispector e Machado de Assis. O objetivo é que o público fique cada vez mais próximo desse tipo de produção literária, mas as absorvam uma forma diferenciada. A atividade infantil é a “Ciranda de Livros” e objetiva despertar o interesse da leitura nas crianças. Os pequenos vão conferir sessões de contação de histórias feitas pela “Outra Companhia de Teatro”, grupo residente do Teatro Vila Velha.