18/11/2011
Regência do maestro Eduardo Torres
Solistas: Richard Young (viola) e Jorge Sacramento (percussão)
A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) apresenta o seu sexto concerto pela Série Jorge Amado no próximo dia 24 de novembro, quinta-feira, na Sala Principal do Teatro Castro Alves, às 20 horas. A regência é do maestro Eduardo Torres, e os solistas convidados são o norte-americano Richard Young (viola) e o músico baiano Jorge Sacramento (percussão). No programa, “Rosamunda”: Abertura, D 644, e a “Sinfonia no 8 em Si menor, D.759” (“Inacabada”), de F. Schubert; “Fantasia” (1945), de Heitor Villa-Lobos, e “Concerto para percussão e orquestra”, do compositor baiano Wellington Gomes. Os ingressos custam R$ 20, (inteira) e R$ 10, (meia). Com o apoio da Secretaria de Cultura, Funceb e TCA, a Série Jorge Amado é dedicada ao grande escritor baiano, que completaria 100 anos em 2012, e reúne os principais solistas da atual temporada da orquestra. A OSBA tem a direção artística do maestro carioca Carlos Prazeres. Richard Young (violista) Aos treze anos de idade, o violista norte-americano foi convidado para apresentar-se para a Rainha Elisabeth da Bélgica no Royal Palace, em Bruxelas. Desde então, tem sido convidado por várias orquestras e tem dado recitais de música de câmara nas Américas do Norte e Sul, Europa, África e Austrália. Desde 1985 é violista do renomado Vermeer String Quartet, dos EUA. Young tem se apresentado em prestigiados festivais ao redor do mundo, e já recebeu três indicações ao Grammy. Seu mais recente CD – com Alex Klein e Ricardo Castro – inclui peças para viola, oboé e piano de compositores como Loeffler, Klughardt, Hindemith, White, e Yano. É autor do best-seller “Echoes Calvary: Meditations on Franz Joseph Haydn’s “The Seven Last Words of Christ”, publicado pela Rowman & Littlefield. O músico está envolvido com projetos como o YOURS Orchestra e o Neojibá, ambos baseados na experiência venezuelana do “El Sistema”. Jorge Sacramento (percussionista) - Nasceu em Salvador, em 1965. Seus primeiros estudos de bateria foram feitos em curso livre da UCSAL. Em 1988, foi aprovado no vestibular de Instrumento da Escola de Música da UFBA. Durante a graduação, apresentou-se com a Orquestra e Banda Sinfônica da UFBA, além do Conjunto de Música Contemporânea Bahia Ensemble. Já se apresentou com artistas e bandas de diferentes estilos na Bahia, como Clara Ghimel, (blues), Guida Moura (funk), Confraria da Bazófia (pop funk/rock), Gang Bang (rock pesado) e Janela Brasileira (chorinho). Gravou discos com Andréa Daltro, Lindemberg Cardoso, Paulo Lima e Wellington Gomes entre outros. É timpanista oficial das novenas das igrejas de N. S. da Conceição da Praia e do Senhor do Bonfim, em Salvador. Em 2010, lançou um CD só com peças de compositores baianos, intitulado ZIRIGUIDUM. É maestro do Grupo de Percussão da UFBA há quatro anos. Além de professor da UFBA, é percussionista/assistente da OSBA. Eduardo Torres (maestro) - Regente e pianista, mestre pela Escola de Música da UFBA, onde atualmente leciona. Realizou vários cursos de aperfeiçoamento no Brasil e no exterior (Alemanha, França e Argentina). O seu CD Remeiros do Rio São Francisco (no qual rege cinco obras de Ernst Widmer – Prêmio Copene de Cultura e Arte) integra o catálogo do criterioso selo Paulus. Membro da Orquestra Sinfônica da Bahia se apresenta com frequência como solista, camerista e maestro, já tendo regido importantes orquestras no Brasil e na Argentina. PROGRAMA: FRANZ SCHUBERT –(1797 -1828) “ROSAMUNDA”: Abertura, D.644 e SINFONIA nº 8 em Si menor, D.759 “Inacabada” A abertura da assim chamada "Rosamunda" pertence na verdade à “A Harpa mágica”, uma ópera muito pouco conhecida que divide o desafortunado destino das outras óperas de Schubert (Fierrabras, Alfonso und Estrella etc.). Este também é o momento em que o compositor austríaco põe um ponto final às tentativas de obter um sucesso teatral. Schubert compôs a “Inacabada”, em 1822. Não se sabe com certeza o motivo da obra ter ficado incompleta. Um memorável concerto marcou a estreia da sinfonia, em 1865, 43 anos depois de escrita, quando o mundo conheceu uma obra de grande expressão, exuberância melódica e temática original. HEITOR VILLA-LOBOS (1887/1959) FANTASIA (1945) - Sem duvida o maior compositor brasileiro, Villa-Lobos é um autor de uma fecundidade excepcional (o catálogo de suas obras está na casa de 1300 composições), que sempre recusou uma educação acadêmica, preferindo os contatos com o canto popular através de inúmeras viagens pelo Brasil. A “Fantasia”, originalmente escrita para violoncelo e orquestra, foi escrita em Nova York por sugestão de Walter Burle Marx, e teve sua estreia sob a batuta do autor em 1946, com Gomes Grosso como solista. WELLINGTON GOMES ( Feira de Santana, BA, 1960) - CONCERTO para percussão e orquestra. Obra composta em 2007 e dedicada ao professor da UFBA e percussionista Jorge Sacramento. Dividido em três movimentos, o concerto apresenta uma ideia musical pensada para ser executada por um multi-instrumentista da percussão. Todos os movimentos, dentro de suas características, visam testar a musicalidade e a habilidade técnica do intérprete. SERVIÇO: Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) – Série Jorge Amado – regência Eduardo Torres Solistas: Richard Young (viola) e Jorge Sacramento (percussão) Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves Quando: 24 de novembro, quinta-feira, às 20 horas Ingresso (inteira): R$ 20,00