18/11/2011
Com o tema Candomblé e Literatura: uma fala de dentro, o projeto Segunda da Literatura Negra realizará uma tarde especial voltada para valorização da religiosidade de matriz africana. O projeto, que integra a programação Novembro Negro da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, acontece na Biblioteca Pública do Estado – Barris, próximo dia 21 de novembro, a partir das 15h e reunirá nomes importantes da religiosidade negra como Mãe Estela de Oxossi, Tatá Mutá Imé e Ruy Povoas.
A partir das 15h, está prevista uma Edição Extra do projeto Encontro com o Escritor, com o babalorixá e escritor Ruy Povoas. Integrante da Academia de Letras de Ilhéus e Mestre em Letras Vernáculas , Povoas dedica a sua vida a exaltar a africanidade e publicou livros como “A Linguagem do Candomblé”, “A fala dos Santos” e “Itan dos mais Velhos”. Atualmente dirige o Terreiro Ilê Axé Iêjexá Orixá Olofun, localizado no Bairro Santa Inês, em Itabuna.
Às 17h, a Fundação Pedro Calmon fará a doação de três livros da coleção sobre mitos dos Orixás, publicados pela editora baiana Solisluna, para comunidades dos terreiros de Salvador e do Recôncavo. O conjunto bibliográfico, de autoria dos escritores Renato da Silveira e Edsolêda Santos, aborda a mitologia africana dos orixás.
Finalizando a programação deste dia, a partir das 18h, será realizada a Roda de diálogos com Mãe Stella de Oxossi e Tata Mutá Imê, ambos falarão sobre a experiência de relatarem em livros os conhecimentos e vivência dentro da religião do Candomblé, além de abordarem a importância das publicações focadas na luta contra a intolerância religiosa e com a finalidade de educar os mais novos sobre a cultura africana e afro-brasileira.
Fomentadores de cultura – Doutora Honoris Causa pela Universidade do Estado da Bahia, a quinta yalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá é também detentora da comenda Maria Quitéria (Prefeitura de Salvador), Ordem do Cavaleiro (Governo da Bahia) e da comenda do Ministério da Cultura, entre outros. Dentre as obras literárias de Mãe Stella de Oxóssi destacam-se: “Daí aconteceu o encanto", 1988; "Meu Tempo é Agora ",1993; "Owé - Provérbios", 2007; "Òsósi - O Caçador de Alegrias", 2006; e "Epé Laiyé- terra viva" 2009, entre outros.
Bakulo ou ancião da nação Angolão-Paquetan, Mutá Imê é Taata de Nkisi (sacerdote maior) do terreiro de Mutá Lambô ye Kaiongo, localizado em Cajazeiras. Publicou em 2010, o livro ‘A casa dos Olhos do Tempo que Fala da Nação Angolão-Paquetan. Tatá Mutá Imê é uma das personalidades religiosas da Bahia que possui imensa sabedoria sobre a história dessa nação Bakongo (Bantu-Congo).
SERVIÇO
O quê: Segunda da Literatura Negra - Candomblé e Literatura: uma fala de dentro
Quando: Dia 21 de novembro, a partir das 15h
Onde: Sala Katia Mattoso, Biblioteca Publica do Estado da Bahia - Barris
Valor: Gratuito
SERVIÇO
O quê: Segunda da Literatura Negra - Candomblé e Literatura: uma fala de dentro
Quando: Dia 21 de novembro, a partir das 15h
Onde: Sala Katia Mattoso, Biblioteca Publica do Estado da Bahia - Barris
Valor: Gratuito