21/11/2011
Salvador, a cidade com a maior população de afrodescendentes fora da África foi durante quatro dias o centro das atenções dos debates mundiais acerca de políticas de combate ao racismo, à xenofobia e à discriminação e à intolerância raciais. De 16 a 19 de novembro, a capital baiana recebeu a presidente Dilma Roussef, chefes de Estado e representantes de governo para o Encontro Ibero-americano dos Povos Afrodescendentes (Afro XXI). O encontro também contou com a presença de gestores públicos, representantes de organizações da sociedade civil, artistas e pesquisadores envolvidos com a questão racial.
As discussões resultaram na Declaração de Salvador, documento que contém diretrizes para o combate ao racismo e ações afirmativas de reparação para populações afrodescendentes. Além disso, a sociedade civil organizada produziu também a Carta de Salvador, com propostas de políticas públicas de reparação.
Outro destaque do Afro XXI foi a programação cultural, que durante quatro dias movimentou as praças e largos do pelourinho com uma programação gratuita. Foram shows, exposições, espetáculos e atrações culturais locais, nacionais e internacionais de diversas linguagens, com artistas e manifestações que representam a criação cultural contemporânea da diáspora africana. Além disso, o Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira (Muncab) abrirá suas portas apresentando três importantes exposições, em homenagem Ano Internacional dos Afrodescendentes.
Confira:
Sociedade civil quer a criação de fundo internacional de reparação
AFRO XXI e a Declaração de Salvador
Shows do AFRO XXI agitaram o Pelourinho