Sociedade civil e governo demonstram amadurecimento no diálogo

02/12/2011
No primeiro dia de atividades da IV Conferência Estadual de Cultura, sociedade civil e governo do Estado mostraram amadurecimento na construção de um processo democrático participativo. Durante a plenária que deu início às atividades, os conferencistas representantes dos dois segmentos entraram em acordo de que para avançar ainda mais, o regulamento precisa ser construído mediante consulta pública, via redes sociais, durante o período que antecede a conferência. Pela tarde, seis mesas-redondas, divididas por eixos temáticos e mediadas por intelectuais e profissionais da área cultural, foram importantes espaços de diálogo e reflexão para embasar a construção das propostas que serão no último dia do evento (03). “Questionamentos sempre existirão, mas precisamos avaliar nossas ações e buscar caminhos cada vez mais democráticos”, afirmou o superintendente de Cultura, Adalberto Santos. Para a delegada Solange Lima, da Associação Baiana de Cinema e Vídeo, além do compromisso do governo, é importante que a sociedade civil esteja atenta para fazer a sua parte. “Mais do que problematizar, a sociedade civil precisa se apropriar das ferramentas de participação”, ressaltou Solange. O que foi ressaltado por Alessandra Pamponet, gestora da Rede Motiva e palestrante da mesa “Redes produtivas e serviços criativos”, ressaltou a importância da profissionalização dos agentes culturais. “O que a cultura mais tem são problematizadores. Precisamos de soluções empreendedoras”, disse. O secretário de cultura do Estado, Albino Rubim, destacou a importância da transversalidade da cultura como uma forma de potencializar e tornar possíveis as políticas culturais. “Nós só vamos ser democráticos se os vários segmentos pautarem suas questões. Conviver na diversidade é uma aprendizagem longa”, concluiu Rubim. Mais notícias da IV Conferência Estadual de Cultura da Bahia: http://culturabahia.com/