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Completando 30 anos de criação e contribuição pra a dança na Bahia e no Brasil e mantendo o espírito de ampliar os horizontes, o Balé do Teatro Castro Alves (BTCA), teve suas ações dinamizadas em 2011, participando de importantes festivais nacionais e internacionais, além de passear pelos espaços culturais do interior do Estado durante todo o ano.
Contabilizando mais de seis mil espectadores durante toda a turnê, o BTCA apresentou entre os meses de novembro e dezembro, o espetáculo “Essa Tempestade”, de Claudio Bernardo. Foram 14 apresentações em Bruxelas, a capital belga, a convite do Festival Europalia, um dos mais importantes eventos culturais da Europa. “Em Bruxelas, nós tivemos a presença do secretário de Políticas Culturais Sérgio Mamberti, representando a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Ele assistiu ao Balé e ficou muito feliz”, conta o diretor artístico da Cia baiana, Jorge Vermelho. Ele credita o fato ao prestígio internacional da companhia brasileira e à temática do espetáculo, que despertou nos europeus uma curiosidade: ”Como esse povo latino vai trabalhar o universo shakespereano?”.
Livremente inspirada na peça “A Tempestade”, de William Shakespeare (1564-1616), “Essa Tempestade” é uma coprodução internacional que reúne o Ministério da Cultura/Funarte, Governo da Bahia e a Secretaria de Cultura do Estado (Funceb e TCA), As Palavras – Cie Claudio Bernardo, Festival Europalia, Governo da Bélgica e Comunidade Francesa da Bélgica. Foi a única coprodução em dança entre os dois países, no evento que homenageou o Brasil. Além dos 25 bailarinos em cena, o espetáculo contou ainda com a participação ao vivo dos cantores líricos belgas Elise Gabele e Dominique Corbiau.
[caption id="attachment_17734" align="alignleft" width="405" caption="Foto: Adenor Gondim"]
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OSBA
Com a participação de importantes solistas, os concertos da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) ganharam destaque em 2011, consolidando, assim, o conceito de gestão baseada na garantia da acessibilidade, tanto para os criadores como para os criadores-produtores de cultura.
A Orquestra Sinfônica também ampliou sua plateia e horizontes e apresentou, em novembro, o Chorus nº 6, do carioca Villa-Lobos e Sonhos Percutidos, do baiano Welington Gomes - com a participação de músicos do Olodum – na 49ª edição do Festival Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. A apresentação marca o reencontro da banda Olodum com a Orquestra Sinfônica da Bahia, que juntos estrearam em 2006 a obra de Gomes. Sob regência do maestro Carlos Prazeres, a OSBA é mantida pela Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Cultural e do TCA e também completa 30 anos de existência em 2012.
Com o patrocínio da Petrobras, Governo Federal e UTC Engenharia, o Neojibá (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) também consolidou o seu prestigio internacional. O talento dos jovens músicos baianos e o ineditismo das ações realizadas pela Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia estão contribuindo para firmar a imagem do programa Neojibá e do Brasil no cenário internacional da música de concerto. Em agosto de 2011, a Orquestra partiu para mais concertos inéditos, participando do Young Euro Classic, em Berlin, sendo a primeira orquestra juvenil brasileira a se apresentar no Festival. Com os ingressos esgotados dois meses antes do espetáculo, a Orquestra ainda garantiu uma sessão extra para atender à grande procura.
O Young Euro Classic acontece desde o ano 2000, sempre no Verão. Inicialmente contando apenas com orquestras jovens da Europa, recebe desde 2005 grupos de outros continentes. Além do referido festival, o Neojibá se apresentou, também em 2011, no Victoria Hall, em Genebra, durante o “Musique en Été” (Música no Verão). O Festival é organizado anualmente pelo Departamento de Assuntos Culturais da Cidade de Genebra, com uma série anual de concertos para os amantes da música.
Também em 2011, a Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia, Neojibá, sob regência de seu Diretor Fundador, Ricardo Castro, recebeu pela primeira vez alunos do MUSIMAX, programa para jovens-prodígios do Conservatório de Música de Genebra (CMG), da Suíça. O reconhecimento artístico nacional e internacional alcançado em tão curto espaço de tempo é resultado de um trabalho de capacitação focado no intercâmbio pedagógico, com a vinda constante a Salvador de profissionais renomados na área da música de concerto.
Em 2011, dando continuidade às ações que já vem sendo desenvolvidas há alguns anos, o Centro Técnico do Teatro Castro Alves ofereceu apoio às mais diversas produções artísticas e culturais de Salvador, bem como do interior do Estado. Através dos cinco setores que o compõem - Armazém Cenográfico, Cenotecnia, Costura, Guarda-Roupa e Adereços - foram realizadas parcerias com artistas e produtores com cessão de espaço e técnicos em cada área para a execução de cenários, figurinos e adereços, além do empréstimo de peças do rico acervo e espaço para guarda de equipamentos e materiais das referidas produções. Ao todo o Centro realizou de janeiro a dezembro, 235 apoios.
O ano também foi marcado pelo encerramento das aulas do primeiro curso profissionalizante “Tecnologias em Arte Dramática”, criado a partir do convênio firmado em 2010 entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) com objetivo estabelecer uma formação inicial e continuada para técnicos que atuam no campo da cultura. Foram cinco habilitações oferecidas e um total de 96 vagas para as áreas de cenografia, figurino, maquiagem, iluminação e som.
Ainda em 2011 o projeto Organização, Documentação e Armazenagem da Reserva Técnica do Guarda-Roupa do Teatro Castro Alves (TCA) foi aprovado pelo MINC. Com o intuito de preservar a memória das artes cênicas da Bahia, contida nas mais de 6.000 peças que compõem o acervo do Guarda-Roupa do Centro Técnico do Teatro Castro Alves entre indumentárias e adereços de diversos espetáculos que marcaram a cena baiana e do acervo fixo com 250 peças criadas para o desfile do Brasil 500 anos, o projeto objetiva o condicionamento ambiental do espaço físico do Guarda-Roupa, bem como a conservação e armazenagem de todas peças do referido acervo.

