13/02/2012
[caption id="attachment_18747" align="aligncenter" width="300" caption="Banda Feminina Didá. Foto: Carlos Alcantara"]
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O programa Carnaval Ouro Negro de 2012, em sua quarta edição, traz para o circuito de carnaval a presença dos blocos de matriz africana. Dentro da programação, a musicalidade e religiosidade afrobaiana também se apresentam no feminino, ao valorizar a mulher negra e possibilitar novos olhares para a festa. A Secretaria da Cultura (SecultBA) apoiou, neste ano, o total de 126 projetos.
Dentre os projetos apoiados, muitos trazem a presença feminina no nome, na direção, na composição ou nas homenagens. O bloco de percussão Didá, por exemplo, é exclusivamente formado por mulheres e crianças. Neste ano, o bloco traz como tema “Dona Canô conta a história das mulheres do Recôncavo”, com o intuito de valorizar as mulheres da região.
A diretora de projetos da Didá Viviam Caroline, diz que o bloco pretende sensibilizar a sociedade para que esta reconheça a importância da mulher negra: “O carnaval é uma oportunidade de transpor valores, nós invertemos a pirâmide social, colocando as mulheres negras no cume e fazemos com que elas sintam a capacidade, a inteligência e o potencial criativo que tem”.
Nos afoxés, entidades carnavalescas marcadas pela religiosidade, a presença da mulher negra também é reverenciada. Os sons dos atabaques e agogôs anunciam afoxés como Filhas d’Oxum. “Tentamos demonstrar a mulher negra especialmente em nossas fantasias e, este ano, estaremos presente no carnaval com a música da cantora Estrela D’Alva”, diz o presidente do afoxé, Paulo de Melo.
O tradicional bloco Filhos de Gandhy, fundado em 1948 e que tem como marca a exclusividade masculina, ganhou, após muitas discussões, o seu reflexo feminino. As mulheres, filhas e parentes dos estivadeiros, que formavam os Filhos de Gandhy, fundaram o afoxé Filhas de Gandhy em 1979. Prestigiadas por personalidades, como a atriz Zezé Mota, as Filhas de Gandhy levam mais de mil mulheres ao desfile.
O Carnaval Ouro Negro traz a oportunidade para estes blocos desfilarem no carnaval, mostrando as contradições dos cotidianos de forma a criar possibilidades de superação, valorizando a igualdade, a reflexão e a diversidade cultural. O projeto investiu, neste ano, cerca de R$ 5,3 milhões no programa, maior montante desde a sua primeira edição, em 2009.
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O programa Carnaval Ouro Negro de 2012, em sua quarta edição, traz para o circuito de carnaval a presença dos blocos de matriz africana. Dentro da programação, a musicalidade e religiosidade afrobaiana também se apresentam no feminino, ao valorizar a mulher negra e possibilitar novos olhares para a festa. A Secretaria da Cultura (SecultBA) apoiou, neste ano, o total de 126 projetos.
Dentre os projetos apoiados, muitos trazem a presença feminina no nome, na direção, na composição ou nas homenagens. O bloco de percussão Didá, por exemplo, é exclusivamente formado por mulheres e crianças. Neste ano, o bloco traz como tema “Dona Canô conta a história das mulheres do Recôncavo”, com o intuito de valorizar as mulheres da região.
A diretora de projetos da Didá Viviam Caroline, diz que o bloco pretende sensibilizar a sociedade para que esta reconheça a importância da mulher negra: “O carnaval é uma oportunidade de transpor valores, nós invertemos a pirâmide social, colocando as mulheres negras no cume e fazemos com que elas sintam a capacidade, a inteligência e o potencial criativo que tem”.
Nos afoxés, entidades carnavalescas marcadas pela religiosidade, a presença da mulher negra também é reverenciada. Os sons dos atabaques e agogôs anunciam afoxés como Filhas d’Oxum. “Tentamos demonstrar a mulher negra especialmente em nossas fantasias e, este ano, estaremos presente no carnaval com a música da cantora Estrela D’Alva”, diz o presidente do afoxé, Paulo de Melo.
O tradicional bloco Filhos de Gandhy, fundado em 1948 e que tem como marca a exclusividade masculina, ganhou, após muitas discussões, o seu reflexo feminino. As mulheres, filhas e parentes dos estivadeiros, que formavam os Filhos de Gandhy, fundaram o afoxé Filhas de Gandhy em 1979. Prestigiadas por personalidades, como a atriz Zezé Mota, as Filhas de Gandhy levam mais de mil mulheres ao desfile.
O Carnaval Ouro Negro traz a oportunidade para estes blocos desfilarem no carnaval, mostrando as contradições dos cotidianos de forma a criar possibilidades de superação, valorizando a igualdade, a reflexão e a diversidade cultural. O projeto investiu, neste ano, cerca de R$ 5,3 milhões no programa, maior montante desde a sua primeira edição, em 2009.