Carnaval do Pelô 2012 tem melhor acesso, serviços e estacionamentos

15/02/2012

A área do entorno do ‘Carnaval do Pelô’ dispõe de 1.000 vagas de estacionamentos privados, 3.000 vagas em zonas azuis da prefeitura, 32 ruas e 07 avenidas para acesso imediato, além 03 importantes terminais de transbordo e 96 linhas de ônibus para todos os bairros

Turistas e residentes da capital baiana acreditam que o carnaval no Centro Histórico de Salvador (CHS) pode ser mais confuso por se realizar em ruas estreitas, praças e largos cercados pelo casario dos séculos 17, 18 e 19. Mas, urbanistas e especialistas em transportes públicos e gestão urbana, afirmam o contrário. Para eles, o Pelourinho se consolidou como local de melhor acesso e conforto para foliões que curtem o carnaval, dentre os três circuitos carnavalescos: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande-Praça Castro Alves) e Batatinha (Rua Chile-Praça Municipal). “De fato, o CHS está bem servido de transportes públicos já que é circundado por três importantes terminais da cidade que são Barroquinha, Aquidabã e Terminal da França, no Comércio”, explica o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, Frederico Mendonça. O ‘Carnaval do Pelourinho’ é responsabilidade do Governo do Estado da Bahia, via Secult e Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), promovendo os shows e apresentações artísticas nos largos, praças e ruas. O especialista explica que o entorno do CHS é servido por vias de acesso estruturantes, como as avenidas da França, Contorno, Jequitaia, Joana Angélica, Heitor Dias e Bonocô, além da Baixa dos Sapateiros, que juntas facilitam o acesso imediato para os vetores leste, sul e norte de Salvador. “Existem ainda 32 ruas com acesso direto ao CHS, cerca de mil vagas de estacionamentos privados no Pelourinho e Comércio, e 96 linhas de ônibus que trafegam na malha viária dos bairros do entorno do Centro Antigo”, diz Mendonça. Essa grande estrutura garante mais conforto, segurança e melhor acesso aos foliões nos cinco dias do ‘Carnaval do Pelô’. Outra ação importante do IPAC é disponibilizar o estacionamento Praça das Artes. O equipamento tem entrada para veículos via Baixa dos Sapateiros – o primeiro para quem vem do Aquidabã -, enquanto os pedestres têm acesso além da Avenida J.J. Seabra, também pela Rua Gregório de Mattos, no Pelourinho. Este estacionamento é de propriedade do Estado, sob administração de empresa licitada. “Conseguimos fazer com que a empresa cobrasse apenas a metade do valor praticado pelo mercado”, avisa Mendonça. Enquanto a maior parte dos estacionamentos da cidade começam a cobrar a partir R$ 30 para 24 horas, o Praça das Artes custa apenas R$ 20/dia para o período do carnaval. O elevador Lacerda, as ladeiras da Conceição, do Carmo, Montanha e Taboão são apontados como outros facilitadores do fluxo de pessoas e veículos. Além de estacionamentos privados, existem mais três mil vagas em zonas azuis nas redondezas do Pelourinho. A área dispõe também de bancos 24 horas, postos de saúde e segurança. “O Pelourinho oferece cenário singular como a maior herança arquitetônica colonial-barroca européia nas Américas”, lembra o urbanista. Tombado como Patrimônio do Brasil, pelo Iphan/MinC, desde 1984, o CHS é uma área de responsabilidade administrada da Prefeitura Municipal de Salvador, é beneficiada com ações do Estado por meio de diversos órgãos e secretarias, e é chancelado pela UNESCO, desde 1985, como ‘Patrimônio da Humanidade’. Mais informações sobre o ‘Carnaval do Pelô’ estão no site do Pelourinho Cultural e são obtidas via telefone (71) 3117-1509.