CARNAVAL DA DIVERSIDADE É DESTAQUE EM COLETIVA DE IMPRENSA

22/02/2012

Governador Jaques Wagner destaca a diversidade de atrações do Carnaval do Pelourinho, a tendência criada pelo Carnaval Pipoca e a importância do Ouro Negro para os blocos afros da Bahia

Enquanto a folia momesca ainda resistia, vivendo seus últimos momentos de 2012 com o arrastão no circuito Barra/Ondina, o governador Jaques Wagner e os  quatro secretários de Estado envolvidos no Carnaval, Domingos Leonelli, Maurício Barbosa, Jorge Solla e Albino Rubim, responsável pela pasta da Cultura, se reuniram nesta quarta-feira de Cinzas as 10h da manhã, no Centro de Apoio à Imprensa do Governo do Estado (antigo clube Cruz Vermelha), no Campo Grande, para apresentar para a imprensa o balanço do Carnaval. Além da redução dos indicadores de violência, o governador destacou, em sua fala de abertura, o aumento perceptível dos blocos sem-corda e o sucesso do Carnaval do Pelourinho. “Este ano, tivemos uma ocupação do espaço do Carnaval de modo mais democrático e, no Pelourinho, uma diversidade de atração muito grande", afirmou.

Para o secretario de Cultura Albino Rubim, existe uma forte tendência para a reorganização do Carnaval da Bahia, demonstrado este ano pelo aumento do número de blocos sem cordas. “60% das pessoas que participam do Carnaval da Bahia é o que chamamos de folião pipoca. E é importante que existam políticas públicas para este parcela da sociedade. Nós, da Secretaria de Cultura, que apostamos no programa Carnaval Pipoca já há alguns anos, ficamos muito felizes de ver que esta proposta está se tornando uma tendência e sendo abraçada por outras instituições e entidades”, disse Albino Rubim, que salientou a importância da participação de empresas privadas neste processo de reconfiguração do Carnaval da Bahia através de patrocínios e reforçou o papel da Prefeitura para que isto aconteça, já que é ela a responsável pela organização do Carnaval.

O governador salientou ainda a importância do Ouro Negro para a população afrodescendente,  um programa que apoia blocos de matrizes africanas que não teriam como de desfilar sem investimentos do Estado. Segundo o governador, “do ponto de vista do poder público, o que se quer é um Carnaval cada vez mais participativo, com mais espaço para a população como um todo”.