23/02/2012
O bloco chegou à Avenida propondo uma homenagem ao consagrado artista plástico Gilson Rodrigues, falecido em 2011. O afoxé Filhas de Gandhy invadiu o circuito Dodô (Barra), nesta segunda-feira (20), com cores, musicalidade e a integração de diferentes gerações.
Gilson era conhecido pela sua versatilidade, envolvendo pintura, fotografia, cenografia e música. Era grande admirador e colaborar da agremiação e foi lembrado em elementos do desfile. Com o uso de objetos da sua obra, o trio estava enfeitado com máscaras produzidas pelo artista. Outra referência foi feita através da escolha do Orixá que regeu o cortejo, Logun Edé, protetor do homenageado.
As associadas se dividiram em três diferentes alas. À frente do cortejo, as baianas, senhoras que exalavam alegria por participar do desfile. Na sequência, jovens dançarinas, uma novidade inserida no circuito no ano passado. A terceira ala estava composta pelas foliãs que vestiam a típica fantasia das filhas de Gandhy.
A atração musical ficou por conta da banda percussiva do próprio bloco, composta basicamente por mulheres, que fizeram a festa das folias e do público que a acompanhavam. Elas tocaram um repertório de ijexás, que marcam os afoxés do carnaval baiano.
O Filhas de Gandhy nasceu há vinte anos, a partir da vontade das companheiras dos Filhos de Gandhy de participar do carnaval. A entidade não tem fins lucrativos e a maior parte das fantasias é doada às associadas.
O afoxé integra o Carnaval Ouro Negro, programa de apoio ao desfile de blocos de matriz africana, criado em 2009, pela Secretaria de Cultura da Bahia. Em 2012, o programa contempla 126 entidades, entre afoxés, blocos afro, de índio, de samba, de reggae e de percussão, com um investimento de R$5,305 milhões.