Secretaria de Cultura apresenta ações voltadas para igualdade na Assembléia Legislativa

28/03/2012
[caption id="attachment_20484" align="aligncenter" width="420" caption="Foto: Josevaldo Campos"][/caption] As ações afirmativas e políticas públicas da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) voltadas para a valorização e promoção da igualdade racial foram tema de uma audiência pública da Comissão de Promoção da Igualdade na Assembléia Legislativa, ontem (27). A audiência, solicitada pelo deputado Bira Coroa, presidente da comissão, contou com a presença da gestora do Centro de Culturas Populares e Identitárias, Arany Santana, representando a SecultBA. Com o propósito de debater as ações e diretrizes da cultura baiana no sentido de promover a igualdade, o encontro contou com representantes de movimentos sociais e outros órgãos ligado à cultura no Estado. A professora Arany Santana iniciou o diálogo apresentando as diretrizes da Secretaria de Cultura para o estado e falando sobre a criação e as missões do Centro de Culturas Populares e Identitárias. “Agora, com a criação do Centro, as ações culturais voltadas para os grupos populares e de identidade, antes pulverizadas pelos diversos órgãos da Secult, se concentram no CCPI”, explicou. Em sua fala, Arany esclareceu as atribuições do órgão e citou ações da secretaria como o programa Ouro Negro, que apoiou em 2012, 127 entidades durante o Carnaval. “Apoiamos tradicionais blocos afro, de índios e de samba. Essas são entidades que, se não fosse o Programa Ouro Negro, talvez já tivessem sucumbido e não estariam mais participando do carnaval”, contou. Além do programa, Arany citou ações programadas pela SecultBA, como a criação de um centro de referência da capoeira no Forte Santo Antônio Além do Carmo, do edital que premiará mestres da cultura popular, do Encontro das Culturas da Diáspora, e das ações do programa Pelourinho Cultural, que já vêm dando prioridade às manifestações de matrizes africanas em suas pautas. A Fundação Pedro Calmon, esteve representada pelo professor Ubiratan Castro, diretor da instituição, que deu seu depoimento a respeito das leis do país voltadas à promoção da Igualdade. “A nossa constituição diz que é dever do Estado preservar e garantir a integridade dos valores e religiões afro-brasileiras”, afirmou o professor. Para ele, o que é necessário agora é fazer cumprir a lei. “Precisamos também da construção e consolidação de uma legislação estadual”, disse. No campo das ações, o professor Ubiratan citou a publicação do livro da Ialorixá Mãe Stella de Oxossi. “Faremos ainda uma série de nove livros de Mãe Stella sobre o jogo de ifá”, adiantou Ubiratan. Participaram ainda da audiência, o diretor geral do IRDEB, Pola Ribeiro, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Márcio Griô, o representante do coletivo CMA Hip Hop, DJ Branco e o diretor da Companhia de Teatro Abdias Nascimento, Ângelo Flávio. Estiveram presentes também ao debate, os deputados Carlos Gilson, Graça Pimenta e Fátima Nunes.