Ofício dos Vaqueiros integrará “Livro do Registro Especial dos Saberes e Modo de Fazer”

17/04/2012

Ato oficial reconhecendo o vaqueiro como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia marca abertura da Celebração das Culturas dos Sertões em Feira de Santana

Por ocasião da Celebração das Culturas dos Sertões – promoção da Secretaria de Cultura do Estado, entre os dias 05 e 09 de maio - em sua abertura na cidade de Feira de Santana, dia 06 de maio, será realizado ato oficial de assinatura do Ofício dos Vaqueiros no “Livro do Registro Especial dos Saberes e Modo de Fazer”, oficializando-o como Patrimônio Cultural Imaterial. A cerimônia acontece logo após o desfile de cerca de 400 vaqueiros pelas ruas da cidade. O trajeto do cortejo começa no Parque de Exposições e segue pelas ruas Getúlio Vargas e Maria Quitéria, retornando pela Presidente Dutra, sentido Centro de Cultura Amélio Amorim, local em que se encerra o cortejo. Durante os 9 km de desfile, os vaqueiros farão sua tradicional “aboiada”, cantando e convidando o público a comparecer às atividades da Celebração. Após a chegada do cortejo ao Centro de Cultura, terá início a cerimônia de assinatura, que contará com a presença do governador do Estado, Jaques Wagner, do secretario de Cultura, Albino Rubim, do diretor do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Frederico Mendonça, e do conselheiro de cultura, Washington Queiroz, responsável pela solicitação do registro. Estarão presentes também prefeitos de 17 cidades do interior da Bahia. Grandes responsáveis pela expansão da pecuária no nordeste no século passado, os vaqueiros continuam vivos na cultura do sertão. O ofício do vaqueiro se fortaleceu através de dois momentos históricos: no século XVI, através da criação dos primeiros currais, e no século XVIII, com o surgimento das casas-de-fazenda.  Na Bahia, deve-se considerar ainda a importância dessas pessoas na fundação de Feira de Santana, principal cidade do interior do Estado. O árduo pastoril, instrumentos de trabalho, vestimentas de couro e seus cânticos fazem parte desta cultura, que contribui para o desenvolvimento local.O reconhecimento do ofício dos vaqueiros como patrimônio teve início em novembro de 2010, quando o Conselho Estadual de Cultura aprovou por unanimidade a inserção do Ofício dos Vaqueiros do Estado da Bahia, no “Livro do Registro Especial dos Saberes e Modo de Fazer”, reconhecendo o vaqueiro como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia. A decisão de reconhecer o ofício como Patrimônio Imaterial da Bahia foi publicada no Diário Oficial do Estado em agosto de 2011.