BTCA em cartaz com a nova coreografia “...Ou Isso” inspirada na obra do poeta Manoel de Barros

13/08/2012

O espetáculo é uma criação dos premiados Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro

Depois da aplaudida estreia no início do mês, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) volta ao palco da Sala Principal do TCA para mais duas apresentações do seu novo espetáculo, nos próximos dias 18 (sábado) e 19 (domingo) de agosto, às 20 horas, com ingressos a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Intitulada “...Ou Isso”, a montagem é uma criação dos premiados coreógrafos Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro, livremente inspirada na obra de Manoel de Barros, um dos principais poetas contemporâneos do Brasil.  Eles buscaram unir a maestria poética do escritor matogrossense aos movimentos maduros e experientes dos bailarinos, provocados pelo desafio de falar da reinvenção do olhar,  através da tradição da dança de salão. Jomar Mesquita assina ainda a direção coreográfica do espetáculo. O BTCA é mantido pela Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Cultural e TCA. “... OU ISSO” - Exercitando o corpo, a alma e o coração, a Cia. baiana de dança contemporânea busca nesta nova montagem outras possibilidades de enxergar o mundo, de ver as coisas, transpondo sentidos, com um olhar ingênuo, lúdico, quase infantil, mas, ao mesmo tempo, mais astuto e sincero. Focados (ou desfocados) pelo viés de transver o mundo, os bailarinos foram instigados, durante o processo de criação a transfigurar a realidade, ver com olhos livres de modelos pré-concebidos. “Instigamos os bailarinos a trazer seus objetos pessoais para serem transvistos através de outro olhar. Alguns preferiram inventar um ‘inutensílio’, do qual o mundo anda precisando. E então brincaram com os ‘deslimites das palavras’, tirando-as do seu ‘estado de dicionário’, ‘voando fora da asa’, lembrando que ‘a expressão reta não sonha’. A partir destes objetos reais ou imaginados, passaram à descoberta sobre em que medida estes estão relacionados com a mediação deles com o outro; este outro podendo ser o próprio mundo”, explica o coreógrafo Jomar Mesquita, utilizando expressões ensinadas pelo poeta Manoel de Barros. “Neste encontro, temos também a cumplicidade de artistas comprometidos com a arte, Ed Andrade dando inventividade à cenografia, Cláudia Schapira recosturando sentidos em um figurino que se reinventa, e Irma Vidal que busca na iluminação ampliar nossos sentidos sobre a luz e a sombra, e como uma é complemento da outra”, destaca o diretor artístico Jorge Vermelho. JOMAR MESQUITA - Criando uma linguagem própria, que se renova a cada espetáculo, o professor, coreógrafo e bailarino dirige e coreografa todos os espetáculos da Mimulus Cia. de Dança, de Belo Horizonte, MG, desde 1990. Desenvolvendo extenso trabalho de pesquisa, Mesquita alcançou prêmios de “Melhor Coreógrafo” por diversos espetáculos, entre eles “Por Um Fio”. Na Bienal da Dança de Lyon, França, onde apresentou espetáculos em 2002 e 2006.  Em 2003, dirigiu o espetáculo “De Carne e Sonho”, que recebeu diversas premiações, entre elas Melhor Cenário; Melhor Iluminação; Melhor Figurino; Melhor Bailarino; Melhor Espetáculo de Dança; Maior Público de Dança; Melhor Bailarina e Prêmio Especial de Melhor Trilha Sonora. Em Lyon, o espetáculo teve 10 sessões na Maison de la Danse, um dos mais importantes teatros europeus destinados à dança. Seu espetáculo “Do Lado Esquerdo de Quem Sobe” estreou no início de 2006 e foi apresentado no Jacob’s Pillow Dance Festival, USA; Festival Internacional Madrid en Danza, Espanha; Bienal da Dança de Lyon, de onde seguiu em turnê por diversas cidades da França. Em 2007 Mesquita estreou “Dolores”, que já foi apresentado em mais de 40 cidades no Brasil, Estados Unidos e Europa. Mesquita recebeu o certificado de Master Artist of Dance pela Universidade de Stanford, EUA, onde ministrou oficinas de danças brasileiras no ano de 2002. Em 2011 foi o diretor do programa especial Cultural Traditions, no Jacob’s Pillow Dance Festival, USA. Manoel de Barros - Um dos principais poetas contemporâneos do Brasil, Manoel Wenceslau Leite de Barros (Cuiabá MT, 1916) publicou seu primeiro livro de poesia, Poemas Concebidos Sem Pecado, em 1937.  Formou-se bacharel em Direito no Rio de Janeiro em 1941. Publicou, entre outros,  Face Imóvel (1942), Compêndio para Uso dos Pássaros (1961), Gramática Expositiva do Chão (1969), O Guardador de Águas (1989), Retrato do Artista Quando Coisa (1998) e O Fazedor de Amanhecer (2001).  Em 1990 recebeu o Grande Prêmio da Crítica/Literatura, da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro O Guardador de Águas, concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Segundo destacou a crítica Berta Waldman, "a eleição da pobreza, dos objetos que não têm valor de troca, dos homens desligados da produção (loucos, andarilhos, vagabundos, idiotas de estrada), formam um conjunto residual que é a sobra da sociedade capitalista; o que ela põe de lado, o poeta – Manoel de Barros - incorpora, trocando os sinais.” Serviço: O quê: Balé Teatro Castro Alves (BTCA) “...OU ISSO” – Coreografia  de Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro – Dir. Artística Jorge Vermelho Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves Quando: 18(sábado) e 19(domingo),  às 20 horas Ingresso (inteira): R$ 10,00