Sem formalidades: Albino Rubim ouve críticas, sugestões e elogios em Bom Jesus da Lapa

17/10/2012

Uma noite memorável repleta de artistas, personalidades, mestres, políticos e companheiros de território, dispostos a expor ideias e contribuir com a formulação de políticas públicas de cultura voltadas para a região oeste da Bahia. A comunidade cultural de Bom Jesus da Lapa, a terceira cidade a receber a II Caravana Cultural, abraçou a iniciativa da SecultBA e lotou o auditório da Codevasf para participar da Conversa com o Secretário, após apresentações artísticas. “A nossa intenção aqui é conhecer melhor a realidade cultural dos territórios da Bahia. Nós estamos aprendendo muito com a caravana, por vários territórios por onde passamos, e esse é um momento de prestar esclarecimentos, ouvir críticas, sem formalidades”, explicou na abertura o secretário, Albino Rubim. Ao longo da noite, Rubim pode receber críticas, sugestões e elogios, além de solicitação de um Centro de Cultura na região. O superintendente da Codevasf, Lorival Gusmão, parabenizou Rubim pela iniciativa, destacando o apoio que a Secretaria tem dado à cultura popular, as ações saídas do seio do povo sertanejo. “Antes éramos vistos como sofredores, o sertanejo sempre foi colocado como problema pela elite brasileira e a SecultBA tem dado atenção e fomentado as culturas sertanejas, parabéns secretário Albino Rubim”, elogiou. Já Carlos Pereira, presidente da Associação Quilombola Lagoa do Peixe, cobrou a liberação da verba do projeto aprovado pelo Fundo de Cultura da Bahia. Na oportunidade, o superintendente de Promoção Cultural, Carlos Paiva, confirmou a aprovação e explicou as diligências que ainda eram necessárias para a conclusão do processo de apoio, colocando-se a disposição para contribuir com mais informações posteriormente.  Os povos quilombolas também foram evidenciados durante as explicações da comunidade cultural sobre o carnaval da Lapa. Para o Carlos Humberto, do projeto Canta Vale, a Secretaria deveria participar do Carnaval da localidade, apoiando a vinda de expressões da capital baiana, como Olodum ou blocos do Carnaval Ouro Negro. “Seria uma forma de elevarmos a saída do povo quilombola no carnaval de Bom Jesus da Lapa, através de uma atração de Salvador, na frente”, explicou. “Somos a favor do carnaval cultural, que enalteça a singularidade. É preciso que a comunidade nos apresente os projetos, para avaliarmos essa possibilidade”, respondeu Rubim. Romaria de Bom Jesus da Lapa e a comunidade Cultural Um das questões abordadas foi à relação entre a romaria de Bom Jesus da Lapa, conhecida em todo o país, e a comunidade cultural da cidade. “Que a gente pudesse construir neste período de peregrinação um projeto conjunto e que esse olhar viesse também de Salvador. Tínhamos que ofertar aos romeiros outras atividades e transformar isso num documentário. Bom Jesus da lapa se interessa por isso”, pontuou o cantor e compositor Sócrates. Para Rubim, a comunidade cultural local precisa se relacionar com esse evento, mas para ele a primeira colocação não deve ser feita pela Secretaria, deve ser uma demanda dos artistas da Lapa. “Quem conhece e pode formular um projeto sobre como a comunidade cultural deve se relacionar com a romaria não é o pessoal de Salvador, são vocês, artistas que  devem propor a ideia. Vocês são aqueles que melhor podem formular esse projeto. Formulado esse projeto nós sentamos e conversamos, mas nós não podemos ser  os agentes iniciais disso, seria uma atitude assistencialista. Vou torcer que vocês da comunidade proponham isso na Secretaria”, respondeu Rubim. Leia mais no blog da Caravana Cultural: http://caravanaculturalsecultba.wordpress.com/