Sala lotada e público diversificado na oficina de games do Festival Nacional 5 Minutos

18/10/2012

Um dos diferenciais do Festival Nacional 5 Minutos realizado pela Diretoria de Audiovisual (DIMAS) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), é o investimento também no segmento de games. Além do espaço Lanrrauzze, onde é possível conhecer novos jogos produzidos no país, desde 2009, por meio de parceria de sucesso com a SAGA- School of Art, Game and Animation, há também oficinas voltadas para a formação profissional neste segmento que segue em franca expansão no Brasil e no mundo. Em 2012, o tema da oficina é Mercado de Desenvolvimento de Games para Consoles e Mobiles, cujo objetivo é direcionar os primeiros passos ao emergente mercado empresarial de marketing, educação e, é claro, de entretenimento. De acordo com Osvaldo Peixoto, gerente geral da Saga, eventos como o Festival Nacional 5 Minutos aumentam a visibilidade para o que há de mais atual no segmento de games. “O aluno do curso oferecido pelo Festival vai sair com noções mercadológicas e com conhecimentos sobre inserção e difusão de conteúdos neste mercado”, afirma Osvaldo. As empresas que dominam o mercado de desenvolvimento de jogos investem cada vez mais em gamedesigners e programadores, tanto para plataformas móveis (que se mostraram um terreno fértil para o desenvolvimento de jogos), quanto para os consoles domésticos. O mercado brasileiro de games já é o 4º maior do mundo, com mais de 35 milhões de gamers. E espaço não falta para profissionais competentes e dedicados.

Durante o curso, o professor Ronaldo César Sales falou que as possibilidades para esse mercado são muitas. A pessoa que trabalha com desenvolvimento pode oferecer seu produto direto para o consumidor final, a partir das stores online (lojas de comércio de aplicativos). Isso não só facilita a difusão, como também amplia as chances de ganhar dinheiro, porque a relação de consumo é mais próxima. Segundo ele, cerca de 50% do lucro fica para o desenvolvedor. Na sala cheia, olhares atentos à fala do professor. No espaço, em busca dos conhecimentos oferecidos no curso, um público bastante diverso, que incluiu desde educadores até estudantes do ensino médio. Lucas Santos é aluno da rede estadual de ensino e ficou muito feliz com a possibilidade de fazer o curso e pretende trabalhar com games. “Essa é uma área que eu gosto e eu nunca tinha tido a oportunidade de fazer um curso como este. Estou bem feliz”, afirma o jovem. Já para a analista de tecnologia educacional, Carla Almeida, o curso chama a atenção para o fato do game ter também possibilidades de trabalho pedagógico. “ Isso representa uma oportunidade imensa para o segmento educacional.Eu gostaria inclusive de aproveitar para parabenizar a organização do Festival por oferecer este curso e mobilizar tantos pontos da cidade, numa grande estrutura para fortalecimento do audiovisual”, conclui Carla Almeida.