SecultBA promove campanha sobre patrimônios culturais da Bahia

14/11/2012

A Secretaria de Cultura do Estado (Secult), através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) realiza campanha sobre os bens culturais da Bahia protegidos oficialmente por instâncias estaduais, federais e internacionais. A iniciativa que começou último dia 3 pretende despertar maior consciência participativa do cidadão para a proteção efetiva desses patrimônios baianos. São exibidos dados e fotos sobre os centros históricos de Salvador e Caetité, as cidades de Cachoeira e São Félix, a arquitetura art déco e modernista em Salvador, bens imateriais como o Ofício de Vaqueiros, e os Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina. A campanha se utiliza de 442 inserções em rádios AM e FM de Salvador, e 3,7 mil em cidades do interior como Ilhéus, Itabuna, Valença, Eunápolis, toda a região do Recôncavo baiano, dentre outros municípios. Na capital baiana, além de inserções em rádios, foram produzidos outdoorsbusdoors, este último, adesivos colocados em ônibus de grande circulação na cidade. Ao todo são 62 unidades de busdoorsoutdoors. Segundo o diretor do IPAC, Frederico Mendonça, a publicidade complementa ações de formação cidadã, educação patrimonial e a política pública do Instituto. “Informar e comunicar é obrigação legal e determinação federal, além de ser imprescindível para mobilizar a população para a proteção e a preservação”, diz Mendonça. Ele explica que a campanha tem o lema ‘Conheça, Valorize e Preserve’. A primeira etapa deste ano (2012) informa quais são os bens culturais. Já em 2013 serão promovidas a valorização e a preservação.

“Nos últimos seis anos (2007-2012) os governos federal e estadual investiram cerca de R$ 40 milhões, somente através do IPAC, beneficiando bens culturais baianos com obras, restaurações e projetos diversos, mas nada adianta se os proprietários desses patrimônios e a população não entenderem que eles são partícipes ativos na proteção desses acervos que sintetizam a história e cultura do nosso povo para as futuras gerações”, diz Mendonça. O assessor de Comunicação do IPAC, Geraldo Moniz, que fez o atendimento à agência Tempo Propaganda, criadora da campanha, ressalta a mobilização. “Não se faz política pública sem participação da população, ainda mais com bens edificados que necessitam de vigilância e consciência cidadã para não serem depredados. Segundo ele, monumentos onde foram gastos milhões, depois de inaugurados são depredados por anônimos. “Nesses casos ficam evidenciadas a ausência de compromisso, consciência participativa e cidadã”, relata Moniz. Para informar e combater a falta de compromisso, o assessor do IPAC lembra que desde 2007 o IPAC promove oficinas de educação patrimonial, visitas guiadas a monumentos restaurados, publica cartilhas, guias de orientação e livros, e produz vídeos sobre bens culturais. Fóruns, seminários e encontros completam a lista. “Nas atuais obras do IPAC na Igreja de Piatã, Chapada Diamantina, e nos painéis modernistas da Escola Parque, em Salvador, estão sendo promovidas atividades paralelas com vídeos-educativos e visitas guiadas, este último via parceria entre Secretaria de Educação e Secult”, completa Geraldo Moniz. Em Salvador os outdoors estão nas avenidas Paralela, ACM, Juracy Magalhães, Tancredo Neves, Magalhães Neto, Bonocô, Vale do Canela, Rótula do Abacaxi e outros pontos. Placas nas rodovias federais BR-116, BR-110, BR-324, BR-242 e BR-407. Banners virtuais nos sites de grande acesso como A Tarde OnLine, IBahia, G1 Bahia,  Correio24h e outros. No interior, a campanha virtual atinge sites de Cruz das Almas, Camaçari, Muritiba e Santo Antônio de Jesus. Outras informações sobre a campanha e o IPAC via facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e site www.ipac.ba.gov.br.