19/11/2012
A partir do mês de novembro, o Palacete das Artes inicia um projeto de filmes com temáticas variadas. A escolha desta programação vai além das temáticas, privilegiando a qualidade, originalidade, diferença de gêneros e procedências dos filmes escolhidos. Sendo assim, mensalmente teremos o cinema dialogando com as artes.
Em novembro, a mostra acontecerá do dia 21 ao dia 23, às 19 horas, e no sábado, dia 24 às 17horas. O tema abordado será: racismo, escravidão e suas heranças, como parte das comemorações do dia da consciência negra, celebrado no dia 20 de novembro. Serão quatro filmes de diferentes diretores, dois brasileiros, um deles baiano, um francês de origem tunisiana e um americano. Estes filmes retratam em diferentes estilos, problemáticas ligadas aos afrodescendentes.
O primeiro filme da mostra, no dia 21/11, será Jardim das Folhas Sagradas, do diretor baiano, Pola Ribeiro, aborda questões ligadas às escolhas de práticas religiosas dentro do candomblé por um jovem pai de santo, que provocarão grandes transformações em sua vida. O filme mostra uma Salvador diferente dos clichês costumeiros, além de contar com a participação de vários atores da cena teatral e cinematográfica da cidade. O diretor estará presente à sessão.
No dia 22/11, será exibido Acorrentados, do diretor americano Stanley Kramer, famoso pelos filmes de temáticas polêmicas nos anos 1950/60. Neste, especificamente, dois prisioneiros, um branco e um negro, empreendem uma fuga ligados por uma corrente, confrontando-se com suas diferenças e cuja sobrevivência de um depende do outro. O drama de suspense tem como cenário, a sociedade racista americana dos anos 1950. Premiado com o Globo de Ouro e três Oscars, incluindo de melhor roteiro original.
Quanto Vale ou é Por Quilo? do premiado e polêmico diretor brasileiro Sergio Bianchi, será apresentado no dia 23/11. O filme expõe através de múltiplas linguagens, a questão da herança colonialista da escravidão e seus reflexos na sociedade brasileira atual.
Finalizando a primeira edição da mostra, Vênus Negra, do diretor francês de origem tunisiana, Abdellatif Kechiche. Passado em meados do século XIX, uma africana sonha em ser artista na Europa e é explorada como animal raro em uma feira de diversões, até sua degradação total com ser humano, enquanto cientistas disputam a seu corpo para objeto de estudo pelas características avantajadas dos seus órgãos genitais.
ATENÇÃO: A sala tem capacidade para 50 pessoas
SERVIÇO:
O que: Cinema no Palacete
Local: Palacete das artes
Data: 21 a 23 de novembro às 19 horas e 24 às 17 horas
Entrada franca