14/12/2012
“Pangea”, do premiado coreógrafo mineiro Tíndaro Silvano, é o espetáculo do Projeto BTCA Memória em cartaz na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, no dia 21 de dezembro, sexta-feira, às 20 horas, com entrada franca. Criado especialmente para o Balé Teatro Castro Alves (BTCA), em 1997, “Pangea” está de volta numa remontagem com 20 jovens bailarinos selecionados pela Fundação Cultural do Estado, através do Projeto BTCA Memória e Projeto Plataforma Convidança, com o apoio da Secretaria de Cultura. A remontagem contou com a supervisão do próprio coreógrafo e a coordenação de Sylvan Barbosa, além da colaboração dos dançarinos do BTCA, sob a direção artística de Jorge Vermelho. A estreia do espetáculo aconteceu em setembro passado, no Centro Cultural Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Na mesma ocasião, Tíndaro Silvano foi o convidado do projeto “Conversas Plugadas”, na Sala do Coro, quando falou sobre a trajetória artística e suas criações coreográficas.
“PANGEA” - É um espetáculo onde o ritmo, a percussão e o movimento se aliam para mostrar todo o potencial de cada bailarino em cena. O coreógrafo se inspirou nos temas étnicos e no sincretismo, mas com ênfase no moderno, na contemporaneidade. Pangea é nome do antigo continente constituído pela reunião dos atuais continentes, que teriam surgido pela quebra do bloco original. A música é do compositor paulista Fábio Cardia, e os figurinos, do mineiro Marcos Paulo Rolla. Para Tíndaro, que também assina a coreografia “Concerto para Picollo”, feita para o BTCA em 1991, esse trabalho significou “o raro prazer de poder criar um projeto desde a sua fase mais embrionária, que é o tema e a composição musical, passando pelos cenários, figurinos e luzes”.
TÍNDARO SILVANO – Premiado coreógrafo, dançarino e professor, iniciou seus estudos de técnica clássica em Belo Horizonte e aperfeiçoou-se com destacados mestres no Brasil e exterior. Dançou nas companhias Palácio das Artes (BH), Ballet Guaíra (Curitiba), Ballet Gulbenkian (Lisboa) e Ballet do Theatro Municipal (Rio de Janeiro). A partir de 1986 passou a ministrar aulas e a coreografar para importantes companhias de dança do Brasil e estrangeiras, como o Balé Teatro Castro Alves (Salvador), Ballet Guaíra (Curitiba), Grupo Cisne Negro (SP), Jeune Ballet de France (Paris), Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ), Teatro Nuovo di Torino (Itália), Cia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (Lisboa), Teatro Argentino de La Plata, Ballet da Opera da Finlândia (Helsinque) e Ballet Nordhausen (Alemanha). Em 2011, estreou com grande sucesso o ballet “Goldberg”, com musica de Bach, criado especialmente para o Ballet Jovem do Palácio das Artes tendo recebido por este trabalho o premio de Melhor Coreografo do ano pelo Sindicato dos Críticos de Minas Gerais.
BTCA MEMÓRIA – Trata-se de um conjunto de ações e projetos destinados a resgatar a memória e dinamizar a dança contemporânea na Bahia, resultado de um processo de discussão com os bailarinos da companhia e de sugestões que eles apresentaram. Iniciado em 2007, o programa vem realizando remontagens de espetáculos significativos na trajetória de 31 anos do BTCA, em parceria com instituições de formação da área. Além de “Pangea”, foram remontados os espetáculos “Saurê” (1982), coreografia de Carlos Moraes com música de Emília Biancardi “Ilhas” (1981), coreografia de Victor Navarro, e “Sertania”(1983), de Lia Robatto, com música de Ernst Widmer. Esses três espetáculos foram destaque no projeto Domingo no TCA.
SERVIÇO:
O quê: PROJETO BTCA MEMÓRIA /PLATAFORMA CONVIDANÇA
“PANGEA” , de Tíndaro Silvano; dir. Artístico Jorge Vermelho; Coord. Sylvan Barbosa;
Onde: Sala do Coro do Teatro Castro Alves
Quando: 21 de dezembro, sexta-feira, 20 horas
Entrada franca

