Mostra Iconoclássicos Abre a Programação do Terças na Tela de 2013

27/12/2012

O Circuito Popular de Cinema e Vídeo, através do Projeto Terças na Tela, abre sua programação no mês de janeiro com a Mostra Iconoclássicos. Em parceria com o Itaú Cultural, a Mostra apresenta filmes sobre artistas brasileiros contemporâneos, grandes referências no contexto da produção cultural do Brasil, e é composta por quatro programas. Ela será exibida gratuitamente nos Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – Secult BA, nas terças feiras, dias 08, 15, 22 e 29, às 10h, 15h e 19h. Abrindo a programação no dia 08, acontece a exibição do filme-ensaio “Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz”, do diretor Joel Pizzini. Nele é recriado o ideário do cineasta Rogério Sganzerla por meio dos signos recorrentes em sua filmografia: Orson Welles, Noel Rosa, Jimi Hendrix e Oswald de Andrade. É narrado em primeira pessoa, a partir de imagens raras e situações encenadas, numa linguagem que se contamina com a dicção vertiginosa do artista. Livremente inspirado na obra Catatau, de Paulo Leminski, o filme “Ex isto”, de Cao Guimarães, é o destaque no dia 15. A partir da hipótese histórica imaginada pelo poeta “E se René Descartes tivesse vindo ao Brasil com Maurício de Nassau?”, se desenrola as aventuras do personagem, que sob o efeito de ervas alucinógenas, investiga questões da geometria e da ótica diante de um mundo absolutamente estranho. No dia 22 acontece a exibição “EVOÉ! Retrato de um Antropófago”, dos diretores Tadeu Jungle e Elaine Cesar. O documentário apresenta um olhar particular e multifacetado de uma das maiores personalidades das artes do Brasil: o diretor, ator e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa. Depoimentos recentes e imagens históricas estão presentes na narrativa, que se baseou em algumas das viagens cruciais para a trajetória de Zé Celso. Encerrando a Mostra, no dia 29, o público pode conferir mais um documentário: “Assim É, se Lhe Parece”, de Carla Gallo. No longa metragem é mostrado um outro lado do artista plástico Nelson Leirner, conhecido por sua aversão à formação e aos preceitos tradicionais das academias de arte. Momentos da sua trajetória são lembrados com ironia, além do tratamento despojado em relação a sua rotina e intimidade.