Carnaval Pipoca promove 22 desfiles sem cordas para os foliões

05/02/2013
Programa da SecultBA objetiva diversificar e qualificar os shows apresentados nos grandes circuitos da capital baiana Vinte trios independentes e dois microtrios vão fazer a festa daqueles que comparecem ao carnaval de Salvador para se divertir ao ritmo de diferentes sons e representações da música baiana – e de graça! A Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA), através do programa Carnaval Pipoca, oferece aos foliões uma programação que se estende de sexta a terça-feira, enchendo os circuitos Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande-Centro) e Batatinha (Rua Chile) com expressões da riqueza musical da Bahia, para a diversificação e qualificação dos shows apresentados nas grandes avenidas da folia. Samba, rap, reggae, ijexá, dub, frevo, música afrobaiana, batucadas, marchas, música instrumental, chula, soul, funk, MPB, orquestras, sistemas de som e tantos outros ritmos compõem os projetos que ocupam os trios. Cada um deles reúne ao menos três artistas e/ou bandas para representar suas propostas individuais e diferenciadas, selecionadas através de um credenciamento público e com a curadoria de uma comissão especializada. Alguns dos nomes de maior relevância da música baiana estão na lista de atrações: Lazzo Matumbi, que se apresenta ao lado de Tote Gira e Laz Paz no trio Batuques do Coração; Gerônimo, que vem com Iracema e Alfredo Moura no Eu Sou Negão; Raimundo Sodré, que convida dois respeitáveis representantes da nova geração musical da Bahia, Mariella Santiago e Thiago Kalu, no trio Samba, Chula e Outras Manhas; Luciano Calazans, que faz um OrquesTrio com Hugo Sanbone, Orquestra de Berimbaus Afinados Dainho Xequerê e Orquestra Ufonia; a família Brasil, com seus membros Luiz Brasil, Mou Brasil e Jorge Brasil, acompanhados da cantora Aiace, em Família Brasil na Folia 2013; o reggaeman feirense Dionorina, que comemora 40 anos de carreira trazendo o Som das Ruas com Soraia Drummond e as bandas Cativeiro e Dominium; Walmir Lima, com seus 80 Anos de Samba e Folia celebrados com Sambatrônica, Gal do Beco, Barlavento e Lasinho do Banjo; Bemba Trio, que reúne Flávio Renegado, BNegão, Mano Teko e Pingo do Rap em Bembatrio em Adrenalina, Melanina e Dendê no Carnaval; Dão, Sankofa e Coletivo di Tambor no Quilombolasoul; Roberto Mendes no trio Raízes da Bahia, com Juliana Ribeiro, Camerata Popular da Bahia, A Volante do Sargento Bezerra e Barquinha de Bom Jesus dos Pobres; e DaGanja, que, ao lado de outros MCs, faz o Rap Bahia, primeiro trio exclusivo de rap a desfilar nas avenidas do carnaval local. “Guitarra Baiana: Patrimônio do Povo” – Entre os destaques, estão os trios que fazem da guitarra baiana a grande estrela. “Guitarra Baiana: Patrimônio do Povo” é o tema do carnaval de Salvador deste ano e suas tradicionais e contemporâneas abordagens surgem nas mãos de grandes instrumentistas e projetos realizados no Carnaval Pipoca. Tem a Retrofolia 2013, com Retrofoguetes, Morotó Slim, Paulo Chamusca e Kaverna; tem o BaianaSystem Convida, com BaianaSystem, Larissa Luz e Fael Primeiro; tem o Reguitarrice Diamba, em que as bandas Diamba, Bailinho de Quinta e OQuadro reverenciam o trabalho de Pepeu Gomes com a guitarrinha; e tem ainda o Trio Guitarra Baiana, com Júlio Caldas, Márcio de Oliveira e Fábio Batanj. Para completar, a guitarra baiana conduz a sonoridade dos dois microtrios que participam da programação: o MicroTrio, da banda MicroTrio, e o Rixô Elétrico, de Fred Menendez. O melhor do Carnaval no melhor Carnaval do mundo – Em 2013, a Secretaria de Cultura está investindo R$ 14,5 milhões para garantir a diversidade cultural do carnaval através dos programas Carnaval Ouro Negro, que apoia 133 entidades de matrizes africana e indígena; o Carnaval Pipoca, que promove 22 desfiles de trios independentes, diversificando e qualificando os shows apresentados nos circuitos; e o Carnaval do Pelourinho, com mais de 130 bandas e artistas se apresentando nos espaços do Pelô; além de apoiar a realização do Palco do Rock e do Carnaval de Maragojipe, cidade do Recôncavo Baiano cuja festa, com mais de 180 anos de tradição, foi tombada como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia em 2009. Ao todo, R$ 55 milhões estão sendo aplicados pelo Governo do Estado da Bahia para garantir a folia da capital e do interior este ano. Trios do Carnaval Pipoca 2013* SEXTA-FEIRA, 8 DE FEVEREIRO Som das Ruas – 15h, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: Dionorina, Cativeiro, Soraia Drummond, Dominium Abrindo a programação do Carnaval Pipoca 2013, o trio Som das Ruas mistura reggae e rap numa representação da música que afirma as culturas das ruas e periferias de Salvador. O reggaeman feirense Dionorina comemora quatro décadas de carreira; a banda Cativeiro, também representante do reggae baiano, apresenta músicas autorais e sucessos da música nacional e internacional. Já a cantora, compositora e multi-instrumentista Soraia Drummond traz misturas de samba de roda, reggae, chorinho, dancehall, ijexá e até jazz e bossa, harmonizando características da cultura ancestral africana em ritmos contemporâneos. Por fim, a Dominium, oriunda do Subúrbio Ferroviário de Salvador, traz o seu rap que figura o cenário do hip-hop da Bahia. Kabaluêrê – 19h, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Ana Paula Albuquerque, Antonio Carlos e Jocafi, Filipe Lorenzo, Gil Ferreira, Leandro Pessoa, Paula Campos Uma homenagem aos compositores e intérpretes baianos Antonio Carlos e Jocafi, que alcançaram sucesso, nacional e internacional, durante as décadas de 1960 e 70. A dupla ficou conhecida por seus belos sambas, como Você Abusou e Desacato, e por outras composições que remetem às raízes afrobrasileiras, como Ossain e Kabaluêrê – que dá nome ao projeto. A partir da redescoberta da trajetória musical dos dois artistas e da valorização do suingue, das raízes e da diversidade cultural do povo baiano, o trio faz um diálogo entre a tradição e a contemporaneidade. Para concretizar este encontro, a cantora e professora de canto popular Ana Paula Albuquerque recebe os homenageados, Antonio Carlos e Jocafi, para interpretar as célebres obras do seu repertório, em que ainda merecem destaque as canções inspiradas na obra do escritor Jorge Amado. Também participa do trio um grupo da nova geração de cantores de Salvador: Filipe Lorenzo, Gil Ferreira, Leandro Pessoa e Paula Campos. Batuques do Coração – 21h, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Lazzo Matumbi, Tote Gira, Laz Paz O resgate da sonoridade dos batuques de antigos blocos de índios, cordões e batucadas, do samba de roda e do samba de caboclo, é o mote do trio Batuques do Coração. A inconfundível voz de Lazzo vai entoar obras de grandes compositores de samba que compõem o cancioneiro da Bahia, além de músicas autorais de sua carreira de mais de 30 anos. O compositor e intérprete Tote Gira, autor de grandes sucessos da música carnavalesca – como O Canto da Cidade, gravado por Daniela Mercury –, mostra sua participação na história desta festa. Já Laz Paz, artista em início de estrada, apresenta através de seu rap a relação entre o samba e a cultura de rua. Reguitarrice Diamba – 1h, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: Diamba, Bailinho de Quinta, OQuadro O que pode acontecer da mistura do reggae do Diamba com as canções de velhos carnavais do Bailinho de Quinta e o rap do grupo OQuadro? Resposta: uma homenagem a Pepeu Gomes e à guitarra baiana, tema oficial da festa em Salvador este ano. É este o propósito do trio Reguitarrice Diamba. A banda anfitriã, Diamba, é uma das principais representantes do reggae da Bahia. Com 16 anos de estrada e muitas passagens pelo carnaval da Bahia em trios e palcos independentes, sente-se à vontade com a festa momesca e propõe, através da reverência ao multi-instrumentista Pepeu Gomes, um grande baile que demonstre a riqueza da guitarra baiana junto a tantos elementos sonoros distintos e tão importantes no universo musical. O projeto musical Bailinho de Quinta, que já conquistou o coração dos baianos resgatando as marchinhas carnavalescas que povoaram as rádios e as ruas entre as décadas de 1920 e 60, também entra na história de Pepeu Gomes e de alguns de seus grandes ídolos em seu repertório. Para completar, vem de Ilhéus a banda OQuadro, um dos fenômenos mais aplaudidos da música contemporânea da Bahia, que faz parte da tendência do hip hop intitulada Nova Escola (New School). As composições do grupo oscilam entre a bravura e a brandura, o local e o universal, vão do ijexá ao afrobeat, sem deixar, por isso, de ser rap. SÁBADO, 9 DE FEVEREIRO Trio de Guitarra Baiana – 14h30, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Júlio Caldas, Márcio de Oliveira, Fábio Batanj A guitarra baiana, tema do carnaval de Salvador em 2013, tem um lugar só para ela no Carnaval Pipoca. O Trio de Guitarra Baiana vai desfilar sob comando de Júlio Caldas, Márcio de Oliveira e Fábio Batanj. Explorando o trocadilho de trio elétrico com trio de guitarristas, o projeto consagra a importância da guitarra baiana em sua ligação com o carnaval e a justa homenagem aos 70 anos de sua criação. A pipoca vai ouvir e dançar ao som de clássicos da história da guitarrinha e suas múltiplas facetas do amplo universo Gbístico. Atuante há 18 anos, Julio Caldas, multi-instrumentista e pesquisador dos instrumentos de cordas populares, já tocou com grandes nomes da música brasileira e assina projetos voltados à valorização e à difusão da produção musical centrada na guitarra baiana. Márcio de Oliveira, que conduz carreira solo instrumental e integra a banda Convés, fez parte do trio elétrico Novos Bárbaros e gravou discos de inúmeros artistas. Já Fábio Batanj, também multi-instrumentista, licenciado e professor de Música, soma sua atuação como músico ao ofício de luthier, construindo artesanalmente instrumentos de corda. BaianaSystem Convida – 15h, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: BaianaSystem, Larissa Luz, Fael Primeiro Um encontro de expoentes da música da Bahia acontece no trio BaianaSystem Convida. A anfitriã BaianaSystem recebe os cantores Larissa Luz e Fael Primeiro, num cruzamento de repertórios, com traços de tradição e atualidade. Ritmos como samba-reggae, ijexá, frevo, samba, reggae, raga e merengue estarão presentes em um dos momentos em que a guitarra baiana, tema do carnaval de Salvador em 2013, aparece como grande estrela. O que há em comum entre os três nomes reunidos é uma identidade que se faz a partir da preservação da ancestralidade da música baiana, mas também reinventada em abordagens contemporâneas e universais. A BaianaSystem, um dos mais destacados e elogiados projetos desta geração da cena local, coloca a guitarra baiana para fazer música urbana com influência das culturas brasileira, africana e jamaicana, em meio a efeitos sonoros e à psicodelia do dub. Larissa Luz, divulgando o trabalho autoral MunDança, lançado ao iniciar carreira solo após anos como vocalista do Araketu, desconstrói clássicos da música afrobaiana, inclusive mostrando a pegada rocker de seu som. Já Fael Primeiro manifesta o seu talento na música como compositor e cantor junto ao coletivo MinistereoPublico, à banda Dubstereo e ao grupo Bemba Trio. Encontro Afro Bit – 20h15, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Badaró Jambrass, Gil Félix, Afro Jhow Diz-se que bit é um termo criado pela teoria da computação, como a parte que dá início a tudo – e é a partir do fato de que a origem da humanidade ocorreu na África que surge então o projeto Encontro Afro Bit, que traz à tona estas essências primordiais do continente africano. A proposta é de inovar no carnaval de Salvador através do diálogo de três linguagens autênticas. Gil Félix traz suas composições afro pop, influenciadas pela cultura do Recôncavo Baiano e pela nova musicalidade africana. O rapper Afro Jhow mostra a força da poesia em letras que tratam da superação das desigualdades, do encontro na diferença e da afirmação étnica. Badaró Jambrass apresenta a musicalidade dançante do seu ragga pop, em canções que evocam o amor e a paz. Na Palma da Mão – 23h, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Wilson Café, Gabriel O Pensador, Escola Percussiva Considerado um dos maiores percussionistas do Brasil, Wilson Café se une à Escola Percussiva e recebe o rapper carioca Gabriel, O Pensador. Eu Sou Negão – 00h, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: Gerônimo, Iracema, Alfredo Moura “Eu sou negão, meu coração é a liberdade” – um dos versos mais famosos e representativos da música popular da Bahia inspira o trio Eu Sou Negão, que reúne o seu autor, Gerônimo, e os cantores Alfredo Moura e Iracema. Esta identidade fundamentalmente baiana surge neste show que valoriza a importância dos blocos afro no carnaval, bem como seus autores e cantores. Gerônimo, um dos mais significativos personagens da música da Bahia, vai apresentar repertório de suas canções de temas afrobaianos. Alfredo Moura, que vivenciou a criação da axé music a partir do legado da cultura negra, apresenta o som do novo projeto Capitães da Areia, que faz uma leitura da música afrobaiana em diálogo com o mundo e as novas tecnologias. Já a cantora Iracema, cuja carreira se consolidou na relação com entidades negras, referencia especialmente o Ilê Aiyê, do qual é vocalista. DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO Bembatrio em Adrenalina, Melanina e Dendê no Carnaval – 16h30, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: Bemba Trio, Flávio Renegado, BNegão, Mano Teko, Pingo do Rap Formado por Russo Passapusso, Fael Primeiro e DJ Raiz, o Bemba Trio conduz o trio Bembatrio em Adrenalina, Melanina e Dendê no Carnaval, tendo como convidados o carioca BNegão, o mineiro Flávio Renegado e dois membros da APAFunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk): os MCs Mano Teko e Pingo do Rap. Incorporando nas suas melodias, linguagem e performance a diversidade e autenticidade da cultura periférica baiana, os vocalistas do Bemba Trio dão ênfase ao canto falado, valorizando histórias, palavras e sotaques regionais em suas letras e interpretações, num som que mescla grande variação de ritmos globais e locais como samba reggae, samba chula, ragga, repente e miame bass. Quilombolasoul – 19h, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Dão, Sankofa, Coletivo di Tambor O trio Quilombolasoul ocupa as ruas com os ritmos da blackmusic, soul, funk e reggae, em seu terceiro ano no carnaval, sob condução do cantor e compositor Dão e sua banda, a Caravanablack. Um dos destaques da música baiana que não se curva a estéticas estagnadas e imposições de mercado, Dão se alia ao badalado DJ Sankofa e ao promissor Coletivo Di Tambor, no intuito de fazer um grande intercâmbio da Black music do primeiro com as batidas africanas do segundo – e bater tudo no liquidificador de ritmos percussivos do terceiro. Dão é uma espécie de pesquisador do balanço, artista comprometido com ritmos pulsantes, fazendo da sua música sempre uma festa. DJ Sankofa mistura as batidas africanas com diversos ritmos latinos, com destaque especial para a música baiana. O Coletivo di Tambor é um grupo idealizado pelo percussionista Mamá Soares com músicos do Nordeste de Amaralina e do Alto da Santa Cruz, tendo a percussão como base e misturando ritmos como o drum and bass, beat black e world music com música baiana, samba, ijexá, além de carimbó, merengue e música africana. Raízes da Bahia – 22h, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Roberto Mendes, Juliana Ribeiro, Camerata Popular da Bahia, A Volante do Sargento Bezerra, Barquinha de Bom Jesus dos Pobres São inúmeras as manifestações culturais populares existentes ao longo do extenso território baiano. A diversidade musical da Bahia, como já é de conhecimento, não se resume apenas ao axé e pagode, e o trio Raízes da Bahia chega ao carnaval para trazer mostras da riqueza de sons da cultura popular do estado. Samba-de-roda, cancioneiro popular, música de câmara, cirandas, chulas, galopes, reisados, marchas e cordel são vertentes que farão parte do repertório cantado, tocado e exaltado pelos integrantes deste projeto: Roberto Mendes, Juliana Ribeiro, Camerata Popular da Bahia, A Volante do Sargento Bezerra e a Barquinha de Bom Jesus dos Pobres. Walmir Lima – 80 Anos de Samba e Folia – 23h, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: Walmir Lima, Sambatrônica, Gal do Beco, Barlavento, Lasinho do Banjo O trio elétrico Walmir Lima – 80 Anos de Samba e Folia reúne a alegria de quatro gerações de sambistas soteropolitanos. O próprio Walmir Lima, mostrando a vivicidade de suas oito décadas de vida, comanda o show. Esta celebração a um dos mais longevos artistas da genuína música baiana apresenta a sua obra, resgatando tradições e brincando com a moderna tradição do samba. Gal do Beco, velha parceira, a banda Sambatrônica, com a qual Walmir já mantém uma parceria de dois anos, o grupo de samba de roda mais querido da cidade, Barlavento, e o jovem cantor e instrumentista Lasinho do Banjo estarão também reunidos para fazer da avenida uma festa do samba da Bahia. SEGUNDA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO Antigos Carnavais – 14h30, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: Cama de Voz, Família Batatinha, Claudya Cos''tta, Walmir Lima O Grupo Cama de Voz convida Walmir Lima, Família Batatinha e Claudya Cos''tta para o desfile do trio Antigos Carnavais. O projeto apresenta ao folião um resgate de grandes nomes da música baiana, já consolidados nos festejos carnavalescos, a artistas apontados como promessa de renovação da maior festa popular do mundo, num encontro de gerações de sambistas da Bahia. A obra da velha guarda, representada por Walmir Lima e Batatinha, este rememorado com a presença de sua família, se soma à voz de Claudya Cos’tta, integrante do Cortejo Afro, conduzidos pelo grupo vocal da Cama de Voz, criando um espetáculo peculiar da multiplicidade rítmica da música local. No repertório, clássicos do samba, do frevo, ijexás, afoxés e marchas vão reviver a magia de antigos carnavais. Samba, Chula e Outras Manhas – 20h30, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Raimundo Sodré, Mariella Santiago, Thiago Kalu No trio Samba, Chula e Outras Manhas, Raimundo Sodré, marca registrada do carnaval de Salvador e considerado o artista que levou a chula para o mundo, vem com banda montada para executar canções do estilo: percussão tripla, viola, violão e coralistas, além de guitarra e baixo. Como convidados, estarão os cantores e compositores Mariella Santiago e Thiago Kalu, que, assim como o anfitrião, bebem da tradição para construir uma música que sempre se renova. Este encontro de três artistas de diferentes gerações tem como denominador comum o samba e suas conexões com outros estilos de todo o mundo. Eles vão apresentar músicas autorais e repertórios de grandes mestres do samba e da chula, com interações e trocas vividas diante do folião. Rap Bahia – 22h30, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: DaGanja, KL Jay, Coscarque, FallClássico, Blequimobiu e Kiko O rap também tem seu lugar garantido no Carnaval Pipoca, com o trio Rap Bahia, que reúne o rapper baiano DaGanja, o DJ KL Jay, membro dos Racionais MCs, maior grupo de rap brasileiro de todos os tempos, e mais quatro MCs da Bahia – Coscarque, FallClássico, Blequimobiu e Kiko –, mostrando a expressividade das letras e batidas do estilo. Assim, o Rap Bahia leva a música produzida no contexto do movimento hip hop para novos públicos, trazendo mais visibilidade para o trabalho desenvolvido pelos rappers baianos e fortalecendo esta cultura em Salvador. Esta será a primeira vez que um trio só de rap ocupará a avenida durante o carnaval local, colocando o rap no mesmo espaço ocupado por outros estilos musicais que possuem bastante evidência e já se consolidaram no mercado. Samba Nosso de Cada Dia – 23h, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Neto Balla, Samba Chula Filhos da Pitangueira, Raízes da Angola Cantor e compositor baiano, Neto Balla é criador do Movimento Profissão Samba, iniciativa musical pelas ruas e vielas do Centro Histórico de Salvador, que objetiva manter viva a essência rítmica e poética da musicalidade baiana. Representando o samba de raiz, Neto se une neste trio ao Samba Chula Filhos da Pitangueira e ao samba de roda do Raízes da Angola. TERÇA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO Retrofolia 2013 – 14h30, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: Retrofoguetes, Morotó Slim, Paulo Chamusca, Kaverna Já virou tradição: o baile de carnaval dos Retrofoguetes é um dos grandes destaques do Carnaval Pipoca e sua passagem é sempre acompanhada por uma imensidão de foliões que já sabem o quanto este é um momento especial dentro da festa. Neste ano, a presença da atração fica ainda mais significativa com o fato de que a guitarra baiana, instrumento fundamental da existência deste projeto, é tema do carnaval de Salvador em 2013. Então, como não poderia deixar de ser, a guitarrinha desta vez não é apenas estrela, mas também a homenageada da Retrofolia. Partindo do frevo elétrico baiano e reverenciando as raízes da música produzida no estado, Rex (bateria), CH Straatmann (baixo) e Julio Moreno (guitarra) formam os Retrofoguetes, conhecidos em todo o Brasil como um dos mais virtuosos e conceituados grupos de música instrumental do cenário independente. Eles vão receber os convidados Morotó Slim, Paulo Chamusca e Kaverna. No repertório, marchinhas carnavalescas e sucessos instrumentais da guitarra baiana, material composto na década de 1970 por grupos como Armandinho, Dodô e Osmar e Tapajós. OsqueTrio – 20h, Circuito Osmar (Campo Grande-Centro) Com: Luciano Calazans, Hugo Sanbone, Orquestra de Berimbaus Afinados Dainho Xequerê, Orquestra Ufonia O OrquesTrio tem como intuito promover o encontro de orquestras em plena folia carnavalesca, mostrando que nesta festa há espaço para todo tipo de espetáculo musical. Quem comanda este grande concerto é Luciano Calazans, que também faz a direção musical do show. Com ele, estarão a Orquestra Ufonia, que explora percussividade, harmonia e ritmos brasileiros; a Orquestra de Berimbaus Afinados Dainho Xequerê (OBA DX), que é composta por nove integrantes, incluindo duas mulheres, e que se inspira no legado de Ramiro Musotto sob batuta de Dainho Xequerê; e o Maestro Hugo Sanbone, fundador da Sanbone Pagode Orquestra, que mescla o pagode à música erudita. O repertório conta com músicas clássicas e populares totalmente em sintonia com o clima momesco, passeando por Chiquinha Gonzaga, Johann Sebastian Bach, Heitor Villa-Lobos, Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi e canções de domínio público. Família Brasil na Folia 2013 – 22h30, Circuito Dodô (Barra-Ondina) Com: Luiz Brasil, Mou Brasil, Jorge Brasil, Aiace Pela segunda vez consecutiva, a Família Brasil compõe a grade do Carnaval Pipoca. No comando do trio Família Brasil na Folia 2013, Luiz, Mou e Jorge Brasil convidam a cantora Aiace, encerrando a programação do programa. No repertório, clássicos da música popular e composições próprias, com uma atmosfera de tranquilidade, descompromisso comercial e compartilhamento público, típicos do grupo. É um reflexo da musicalidade brasileira, com um pouco de Dorival Caymmi, Gilbeto Gil, Jorge Benjor e, é claro, Luiz e Mou Brasil. A família Brasil é reconhecida na Bahia e no país por seu talento e versatilidade musical; e a convidada, a cantora e professora de canto Aiace, vem desenvolvendo um trabalho musical sólido na cena cultural baiana, graduanda em Canto Popular pela Universidade Federal da Bahia e vocalista do grupo Sertanília. Microtrios do Carnaval Pipoca 2013* MicroTrio Com: Banda MicroTrio Um dos momentos mais divertidos, populares e democráticos do Carnaval de Salvador agora participa do programa Carnaval Pipoca: o MicroTrio. Montado em um Fiat Strada, este trio elétrico de pequenas proporções leva consigo quatro músicos e uma legião de seguidores. Neste ano, serão três desfiles: primeiro na madrugada de sexta para sábado, a partir da 1h30, no Circuito Dodô (Barra-Ondina); depois no domingo, desta vez no Circuito Osmar (Centro), com saída às 13 horas; por fim, o MicroTrio retorna à Barra para se despedir da festa de 2013, na terça-feira, a partir das 14h30. A banda do MicroTrio é formada por Cinho Damatta (voz e violão), Ivan Bastos (baixo e vocal), Ivan Huol (bateria e voz) e Sérgio Albuquerque (guitarra baiana), todos pertencentes a uma geração de músicos baianos formada em jam sessions de jazz, MPB e música instrumental. O repertório inclui marchinhas, frevos, canções clássicas do axé e músicas internacionais repaginadas para a folia, todas devidamente arranjadas para a sonoridade da guitarra baiana, característica que já virou uma das marcas registradas do MicroTrio e que, neste ano, ganha força com o tema do carnaval: “Guitarra Baiana: Patrimônio do Povo”. Rixô Elétrico Com: Fred Menendez Idealizado em 2010 pelo compositor, guitarrista e bandolinista baiano Fred Menendez, o Rixô Elétrico nasce com o mesmo objetivo que, na década de 1950, fez Dodô e Osmar criarem a Fobica: levar alegria, divertimento, cultura e entretenimento ao público de graça. Este pequeno palco andante vai desfilar no Circuito Batatinha (Rua Chile-Praça Municipal), no sábado de carnaval (9 de fevereiro). Discípulo de Osmar Macedo, Fred Menendez iniciou sua história com a guitarra baiana aos 13 anos. É um dos poucos, senão o único, a tocar com o mini-pau elétrico, réplica do original, confeccionado pelo luthier Marivaldo Cabral apenas em duas peças: uma para ele e outra para Osmar. Em cerca de 30 anos de carreira, manteve-se fiel ao instrumento e à vontade de ver a guitarrinha moderna, valorizada, mantendo sua timbragem, tradição e características sonoras. Além de compor temas específicos para o instrumento, também o utiliza para adaptar grandes sucessos e apresentar sua sonoridade em solos e improvisos. Com design diferente e movido a pedais de bicicleta, o Rixô tem se feito presente em diversos eventos populares em Salvador. *Programação sujeita a alterações