Programas da SecultBA incentivam criatividade, democratização e diversidade no Carnaval

18/02/2013
[caption id="attachment_32598" align="aligncenter" width="384" caption="foto por paulo munhoz"][/caption]

Programas da SecultBA incentivam a requalificação de entidades afro e estimulam a criatividade dos artistas, a democratização da festa e a diversidade musical no Carnaval Este ano, a Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA) realizou investimentos da ordem de R$ 14,5 milhões nos programas Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca, Carnaval do Pelô e Outros Carnavais. Estes recursos possibilitaram a valorização e o resgate das tradições afro, a promoção do acesso do folião pipoca a propostas musicais diferenciadas e de qualidade, e levaram aos circuitos do Carnaval e do Pelô uma variedade de estilos e ritmos, com uma programação diversificada e para todas as idades e gostos, garantindo para milhares de foliões o acesso democrático ao que há de melhor na folia. Ao todo, a Secretaria promoveu o acesso gratuito da população a 331 atrações, para um público estimado em mais de 1,5 milhões de pessoas, entre foliões pipoca, integrantes de afoxés e blocos afro. “Nossa política cultural é alicerçada na democratização e na diversidade. Por isto toda a programação e atrações que desfilaram pelos circuitos e pelo Centro Histórico foram selecionadas através de chamadas públicas. Os programas e seus resultados, que foram evidentes nas ruas da folia, são reflexos de uma aposta num modelo diferenciado”, destacou o secretário de Cultura, Albino Rubim. “Nosso objetivo é valorizar a pluralidade cultural da Bahia através do apoio a entidade e atrações que promovam a criatividade e a inovação e a diversidade cultural, ao mesmo tempo em que possibilitamos o resgate das tradições”, explicou Arany Santana, diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias - CCPI, órgão responsável pela coordenação dos programas da Cultura na folia momesca. O secretário de Cultura, que este ano realizou verdadeira maratona para acompanhar todos os programas apoiado, destacou entre as principais novidades deste Carnaval o ressurgimento dos blocos de bairro e a estreia do Afródromo. “Salvador tinha perdido o carnaval dos bairros e agora é possível ver iniciativas interessantes, espontâneas, que começam a acontecer na Ribeira, Rio Vermelho, Nordeste de Amaralina e Santo Antônio, independente do poder público”, explica Albino Rubim. Quanto a estreia do Afródromo, para o secretário, este projeto estimulou a união e articulação das entidades, possibilitando seu empoderamento e ampliação da visibilidade para os blocos afro dentro do Carnaval. “Com o Afródromo, estes blocos passam a ter uma voz poderosa. Eles podem, a partir disso, ter uma interferência maior nesta festa”. Rubim também fala da recuperação estética que o Afródromo trouxe para a avenida este ano, e que já era preocupação da SecultBA desde 2008, quando foi criado o Ouro Negro. “O carnaval da Bahia tinha se tornado o carnaval da roupa mínima e o Afródromo nos ajuda a resgatar essa preocupação com a visualidade e a estética”. Como a Secretaria de Cultura do Estado já financia projetos relacionados à cultura negra, o secretário já vislumbra um intercâmbio. “No pós-carnaval, vamos buscar uma interface entre nossos programas e o Afródromo, que pode nos ajudar a qualificar ainda mais o Ouro Negro, além de contribuir para a programação do Pelourinho e do Encontro das Culturas Negras. Inclusive já os convidamos para a nossa programação da Copa das Confederações, quando teremos uma série de eventos”, finaliza. Sobre os programas O apoio da SecultBA a 133 entidades do Carnaval Ouro Negro fez ecoar pelos circuitos da festa o brilho, a beleza, a força jovem do blocos de matrizes africanas – blocos afro e de samba. Através desse programa, a SecultBA vem promovendo uma verdadeira requalificação nos desfiles destes blocos, estimulando a valorização e a preservação das tradições afro no Carnaval, com o desfile com alas e roupas tradicionais, além da renovação dos integrantes destes blocos, com maior presença da juventude. A multiplicidade de sons e ritmos e a música de qualidade apoiadas este ano noCarnaval Pipoca, que leva a 20 trios propostas com no mínimo três atrações, atraiu a atenção de foliões com apresentações de qualidade, que representam a criatividade da música contemporânea da Bahia, contribuindo para a formação de novos públicos para a festa. O programa estimulou ainda um debate qualificado sobre o formato e necessidades de mudanças no Carnaval de Salvador, sem cordas e democrático, além de ampliar seu apoio este ano para 02 Microtrios. À espontaneidade e criatividade do Carnaval do Pelourinho soma-se a democratização das atrações artísticas - que reúne tendências tradicionais e contemporâneas, com seus mamulengos, orquestras, teatro de rua, fanfarras, reggae, samba, MPB, entre outras vertentes culturais, num total de 73 apresentações apoiadas diretamente pela Secretaria no Palco Principal e nos três largos do Pelourinho - sem contar com a passagem das entidades do Ouro Negro que saem no Circuito Batatinha e desfilam por lá, nem com os blocos e bandas espontâneos, de baianos e até japoneses que se apresentam pelas ruas. No Pelourinho, onde não foi registrada nenhuma ocorrência de violência, foliões de todas as idades, gostos e nacionalidades aproveitam a festa, em um ano que registrou aumento de 20% do público em relação ao ano passado. O apoio da SecultBA viabilizou ainda o programa Outros Carnavais, que apoiou este ano o Palco do Rock, com 36 atrações da Bahia e de outros estados, além do Espaço Interativo e Espaço Infantil em quatro dias, em Piatã; a reabertura doCamarote das Baianas, espaço gratuito, localizado na Cruz Caída, Praça Municipal, após quatro anos sem funcionar, promovendo a reinserção da baianas no Carnaval da Bahia; e 11 manifestações folclóricas e populares do Carnaval de Maragogipe, cidade do Recôncavo Baiano cuja festa, com mais de 180 anos de tradição, foi tombada como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia. . [caption id="attachment_32595" align="aligncenter" width="384" caption="foto por mario marques"][/caption] Ouro Negro Foram perceptíveis este ano as transformações nos desfiles das entidades contempladas pelo Carnaval Ouro Negro, criado pela SecultBA em 2008. Tanto no nível de organização, quanto no profissionalismo e na qualidade das apresentações. O programa garantiu o desfile de 133 entidades, entre blocos afro, indígenas, afoxés, blocos de samba, reggae e outros ritmos, concentrando a maior fatia dos investimentos da Cultura, que totalizaram R$ 6,3 milhões.  “O programa Ouro Negro refez a logística e o planejamento dos blocos. Tornou-se possível pensar grande para ocupar espaço na Avenida”, comenta o presidente do bloco afro, Os Negões, Paulo Roberto. Ele ainda acrescenta que a existência do programa aponta um avanço do Estado ao pensar nas entidades negras e no fortalecimento da cultura. Foram, no total, 32h de música e dança para 3,5 milhões de pessoas curtirem, tendo mais de 100 mil pessoas trabalhando. Entre elas, jovens, que vêm se destacando, sem perder de vista a manutenção da tradição que rege a estrutura e o conceito de cada entidade. Assim, a tradição do estilo que blocos como Filhos de Gandhy, Olodum, Ilê Aiyê, Muzenza, Malê Debalê, Alvorada imprimem em seus desfiles, se conserva mesmo com a renovação e o incentivo às novas gerações, tão levado a sério pelos integrantes do Ouro Negro. O afoxé Filhas de Olorum, que em 2013 veio com o tema “Tamanho não é documento”, por exemplo, contou com a presença de crianças na percussão e na ala de canto, durante os desfiles no circuito Batatinha. . [caption id="attachment_32596" align="aligncenter" width="384" caption="foto por edson ruiz"][/caption] Carnaval Pipoca No Carnaval Pipoca, lançado pela Secretaria de Cultura em 2009, o destaque de 2013 foram as apresentações de grandes expoentes da produção musical contemporânea e a variedade de estilos, que transcende gerações. Referências da música local compuseram a programação de 20 trios e 2 microtrios em 100 horas de som, que animaram os foliões que buscam uma alternativa além do axé e sem cordas. Entre as atrações estão grandes destaques da musica contemporânea local, está o grupo BaianaSystem, que atraiu uma legião de fãs, como o estudante Gabriel Almeida: “O Carnaval Pipoca é o resgate da cultura baiana. Vim ver a banda de que gosto, todos têm de fazer o mesmo e ocupar as ruas”, avaliou o estudante de 27 anos, afirmando ter ido ao circuito apenas para ver a passagem da BaianaSystem. Já afoliã Joana Rocha, valorizou a diversidade de ritmos: “Eu saí de casa somente para assistir a esta apresentação. Este é um momento muito bom para mostrar ao mundo que a Bahia não é só axé”, disse Rocha, acompanhando o rap e funk do Bembatrio em Adrenalina, Melanina e Dendê no Carnaval. O programa reuniu ainda outras atrações de peso capitaneada por artistas e bandas, Lazzo, Julio Caldas, Diamba, Retrofoguetes, o baixista Luciano Calasans, Dão, entre outros, que dividiram o trio com figuras históricas como Walmir Lima, Roberto Mendes, Antonio Carlos e Jocafi, Gerônimo, Raimundo Sodré. Mas o Carnaval Pipoca levou ainda para a avenida o samba, o reggae e o rap, além de homenagens a guitarra baiana, numa verdadeira salada musical. “Segundo pesquisa realizada pela SecultBA e SEI/SEPLAN em 2010, 58,9% dos cidadãos da cidade que brincam o carnaval o fazem na condição de folião-pipoca. Esta aí a importância deste programa, que visa contemplar estes público, que representa quase 60% dos nossos foliões”, ressalta o secretario Albino Rubim. . [caption id="attachment_32597" align="aligncenter" width="384" caption="foto por lucia correia lima"][/caption] Carnaval do Pelourinho A consolidação do Carnaval do Pelourinho como um espaço de paz e democracia, aberta a todas as tendências musicais e artísticas, das tradicionais às contemporâneas, que agradam a todos os gostos, pôde ser testemunhada neste Carnaval 2013. Foram 41 atrações selecionadas para tocar nas três praças e no Largo do Pelourinho, além de outras 32 entidades que se apresentaram pelas ruas, em manifestações espontâneas e criativas e de diferentes estilos, do samba, ao reggae, passando pelo rock e pelo axé, totalizando 73 atrações apoiadas pela Secretaria, em torno do tema deste ano, “Carnavais Negros”. A programação aglutinou desde as marchinhas até grandes shows, como os do palco temático, que trouxe atrações de peso, a exemplo de Moraes Moreira, na abertura da festa, numa homenagem à guitarra baiana, e o show em homenagem aos 70 anos do Sambista Nelson Rufino. Para o secretário de Cultura, Albino Rubim, é essa uma das principais características da folia momesca no Centro Histórico: a diversidade de atrações e a mistura que está presente tanto nos ritmos, quanto no público, formado por todas as idades, gostos e nacionalidades. Quem visitou o Centro Histórico percebeu também que a localidade já se consolidou como um destino durante o Carnaval. Iluminação reforçada, segurança ampliada, estrutura de acesso tornaram visível que o lugar é preferência universal. “Através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e do Escritório de Referência do Centro Antigo de Salvador, o Governo já investiu, desde 2007, mais de R$ 25 milhões na área onde acontece o Carnaval do Pelourinho, com obras de acessibilidade, iluminação cênica de monumentos tombados, restauração de prédios históricos considerados âncoras turísticas, dentre outras ações como a ampliação do contingente policial e instalação de câmeras nas ruas pela PM e SSP”, relata o secretário de Estado. Cobertura e registro da folia Toda a programação viabilizada pela SecultBA teve transmissão em tempo real. Foram 12 horas de coberturas diárias nas redes sociais, além de transmissões ao vivo da programação do Pelourinho e de vários momentos do Ouro Negro e Pipoca pela TVE. Direto das ruas e das salas de imprensa da SecultBA, no Pelourinho e no Campo Grande, a equipe da assessoria de comunicação formada por 34 profissionais, entre jornalistas, fotógrafos e pessoal de apoio, possibilitou o acompanhamento dos acontecimentos em tempo real para os foliões e amantes do Carnaval no site oficial do Carnaval da SecultBA e TVE (www.carnaval.ba.gov.br), em mais de 100 matérias de cobertura publicadas durante a semana dos festejos. . NÚMEROS INVESTIMENTOS TOTAL: R$ 14,5 milhões Ouro Negro - R$ 6,3 milhões Pelourinho - R$ 3,2 milhões Pipoca - R$ 2,3 milhões Outros Carnavais - R$ 500 mil Artistas independentes – R$ 1,5 milhão ATRAÇÕES 331 atrações -Pelourinho: 73 atrações apoiadas pela SecultBA nos palcos e ruas do Pelô (sem contar do Ouro Negro e da sociedade que desfilaram no local) -Ouro Negro: 133 entidades apoiadas -Pipoca: 80 atrações, que se apresentaram em 20 trios e 2 microtrios -Maragogipe: 11 atrações, além de apresentações de charangas e manifestações populares - Palco do Rock: 36 atrações PUBLICO ESTIMADO Aproximadamente 1,7 milhão de pessoas -720 mil pessoas no Carnaval do Pelourinho -900 mil pessoas no Carnaval do Pipoca - 26 mil e Maragogipe (dados da Secretaria de Cultura e Turismo) - Mais de 100 mil integrantes desfilaram nos blocos do Ouro Negro (dados da fiscalização SecultBA) COMUNICAÇAO, REDES E MIDIAS SOCIAIS - 12 horas de cobertura diária nas redes sociais. - mais de 100 matérias publicadas no site oficial do Carnaval da SecultBA e TVE (www.carnaval.ba.gov.br) - mais de 600 fotos dos trios, blocos e apresentações em todos os circuitos, com uma média de três mil visualizações diárias no Flickr - mais de 100 fotos publicadas no Instagram - 12.856 fãs acompanharam no Facebook a programação, com uma média de 40 posts diários e 20 novos curtidores a cada dia de Carnaval na página da SecultBA. - 8.950 seguidores acompanhando a cobertura pelo Twitter, com mais de 300 menções e retuítes. PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS 361 profissionais da cultura trabalhando nos quatro programas da festa 229 - produção e logística 98 - fiscalização 34 - profissionais de comunicação