Encontro com Produtores Culturais é a primeira ação da CNIC na Bahia

14/03/2013

Comissão Nacional de Incentivo à Cultura envolve artistas e produtores culturais do estado para discutir leis de incentivo à cultura

A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), do Ministério da Cultura (MinC), composto por representantes de artistas, empresários, sociedade civil e Estado, reuniu-se ontem, dia 13.03, com produtores culturais e artistas baianos, para discutir propostas de projetos, leis e mecanismos de financiamento cultural. O encontro, que ocorreu no Espaço Xisto Bahia, contou com a presença de aproximadamente 300 pessoas, entre elas, representantes do MinC, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA),  representantes de organizações culturais,  artistas e produtores. A Mesa de Abertura do evento teve as explanações do diretor de Incentivo à Cultura da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC-MINC), Kleber Rocha, da representante regional do MinC- Nordeste, Mônica Trigo, do secretário de cultura da Bahia, Albino Rubim, da secretária de cultura de Sergipe, Eloísa Galdino e do presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro, que trataram da importância das leis de financiamento da cultura, principalmente na região nordeste. "Visitar cada estado é muito importante para o MinC, porque percebemos melhor o panorama das políticas públicas, as relações de fomento e as possibilidades que o mercado cultural tem para oferecer. É muito importante estarmos no Estado da Bahia, que é um lugar muito peculiar para a federação." disse Kleber Rocha, que falou da importância do caráter itinerante da CNIC, que desde 2011 visita uma cidade de cada região ao ano, lançando um olhar para cada estado. A Bahia é o terceiro estado da região nordeste que a comissão visita- na região  já visitou Sergipe e Ceará. "É necessário fazer com que as comissões conheçam as realidades regionais e isso faz com que o MinC se aproxime, se atualize e se transforme a partir das demandas da população de cada lugar", acrescentou. Em sua explanação, Albino Rubim, apresentou um documento, que foi entregue ao público, no qual tinha o quantitativo de projetos apresentados, aprovados e captados via incentivo fiscal, o qual pôde-se ver que, de 206 projetos apresentados da Bahia, 204 foram aprovados (o que significa qualidade) , mas apenas 38 estão em execução, ou seja, 18,6 % do total, o que denota ainda deficiência na forma de financiamento cultural na região por parte das empresas. "A cultura necessita de múltiplas possibilidades de financiamento, que é um tema que mobiliza muito, é relevante e complexo. Um dos desafios que nós tempos é fazer com que as empresas do Brasil invistam em cultura", disse o secretário, que também enfatizou o dever de repensarmos o financiamento do ponto de vista crítico e que as empresas tenham um papel mais ativo no setor. De acordo com Carlos Tangará, primeiro suplente da CNIC, representante das Artes Cênicas e do Circo, é importante, enquanto comissário, essa aproximação com os artistas e produtores de cada estado, porque pode-se vivenciar em um tempo relativamente intenso as agendas culturais,o que faz a diferença na análise dos projetos em Brasília. Já para Mariella Santiago, que é cantora e produtora baiana.  "Toda cadeia produtiva tem que estar sempre conectada. Eu como artista e produtora tenho como expectativa entender a perspectiva que o MinC tá abordando a sua gestão, o foco, as principais razões e de que maneira para que minhas ações sejam coordenadas com as do MinC, porque a gente trabalha pela arte brasileira", disse.  "Para nós produtores, essa interface, esse diálogo, é muito importante, porque discute as leis, as políticas no enfoque do MinC, a lei Rouanet e o Fundo de Cultura", disse Marília Gil. Após a Mesa de Abertura, os artistas e produtores culturais puderam debater com os comissários da CNIC sobre as principais questões referentes às leis de incentivo e financiamento como também puderam tirar as dúvidas que ainda permeiam no universo artístico e cultural. A CNIC continuará em Salvador para um próximo encontro no dia 15.03, desta vez com empresários para tratar sobre a lei Rouanet, as possibilidades de investimento, parcerias com o MinC. Foto: Josias/IPAC