Projeto BTCA Memória leva para ao palco da Sala Principal do TCA, Pangea & Sertania, nos dias 20 e 21 de abril

19/04/2013

Projeto BTCA Memória leva para ao palco da Sala Principal as duas montagens nos dias 20 e 21

Dentro da vasta programação do Mês da Dança, dois espetáculos do projeto BTCA Memória se apresentam juntos, às 20h, nos dias 20 e 21 de abril (sábado e domingo), na Sala Principal do TCA: Pangea & Sertania, do Balé do Teatro Castro Alves, agora encenados em parceria com alunos da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado (Funceb). Ingressos a R$ 8 (inteira) e R$4 (meia). Pangea, do premiado coreógrafo mineiro Tíndaro Silvano, faz a abertura. Criado especialmente para o BTCA em 1997, a remontagem é protagonizada por 20 jovens bailarinos selecionados pela Fundação Cultural do Estado, através do Projeto BTCA Memória e Projeto Plataforma Convidança, com o apoio da Secretaria de Cultura. A remontagem contou com a supervisão do próprio coreógrafo e a coordenação de Sylvan Barbosa, além da colaboração dos dançarinos do BTCA, sob a direção artística de Jorge Vermelho. A estreia do espetáculo aconteceu em setembro passado, no Centro Cultural Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Já Sertania, coreografado por Lia Robatto e que teve sua versão original dançada pelo BTCA há 30 anos, retorna aos palcos com nova interpretação e música ao vivo executada pela Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). A própria Lia conduziu o trabalho com 25 alunos da Escola de Dança para recompor a coreografia, que é uma representação poética do imaginário simbólico da cultura dos Sertões, inspirada em sinfonia de Ernst Widmer e no cordel do século XIX Boi Misterioso. PANGEA - É um espetáculo onde o ritmo, a percussão e o movimento se aliam para mostrar todo o potencial de cada bailarino em cena. O coreógrafo se inspirou nos temas étnicos e no sincretismo, mas com ênfase no moderno, na contemporaneidade. Pangea é nome do antigo continente constituído pela reunião dos atuais continentes, que teriam surgido pela quebra do bloco original. A música é do compositor paulista Fábio Cardia, e os figurinos, do  mineiro Marcos Paulo Rolla. Para Tíndaro, que também assina a coreografia “Concerto para Picollo”, feita para o BTCA em 1991,  esse trabalho significou “o raro prazer de poder criar um projeto desde a sua fase mais embrionária, que é o tema e a composição musical, passando pelos cenários, figurinos e luzes”. Sertania - O espetáculo é uma representação poética do imaginário simbólico da cultura dos Sertões, inspirada em sinfonia de Ernst Widmer e no cordel do século XIX Boi Misterioso, de Leandro Gomes de Barros, utilizando de metáforas da seca para apontar questões brasileiras, e da relação do vaqueiro com o boi como a busca por um mundo melhor. A partir do contexto sertanejo, o espetáculo ainda homenageia o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga e apresenta a realidade de uma região que ocupa quase 80% da Bahia, o que se alinha às ações da SecultBA no intuito de dar visibilidade a este legado. Lia Robatto - Neste retorno às salas de aula e de ensaio, Lia Robatto, que, também na década de 1980, implantou esta que é a primeira escola pública de Dança no país e que esteve presente na constituição do BTCA, o qual já dirigiu, proporciona aos dançarinos da Escola de Dança da FUNCEB a oportunidade de atuarem como intérpretes-criadores – uma prática que ela já exercia décadas atrás. “Essa coreografia foi criada há 30 anos, mas hoje posso identificar elementos e processos prospectivos que apontavam para o futuro. Na época, eu já trabalhava com a colaboração criativa dos bailarinos, o que soava estranho e gerava desconfiança. Hoje em dia não se concebe mais um trabalho de dança contemporânea onde não haja contribuição dos bailarinos chamados de intérpretes-autores. A Sertania de hoje não é a mesma obra, pois os bailarinos não são os mesmos da montagem original, com outra dinâmica e concepção de vida, e isso eu acho importante revelar, dando espaço ao elenco para se expressar”, resume Lia Robatto. TÍNDARO SILVANO – Premiado coreógrafo, dançarino e professor, iniciou seus estudos de técnica clássica em Belo Horizonte e aperfeiçoou-se com destacados mestres no Brasil e exterior. Dançou nas companhias Palácio das Artes (BH), Ballet Guaíra (Curitiba), Ballet Gulbenkian (Lisboa) e Ballet do Theatro Municipal (Rio de Janeiro). A partir de 1986 passou a ministrar aulas e a coreografar para importantes companhias de dança do Brasil e estrangeiras, como o Balé Teatro Castro Alves (Salvador), Ballet Guaíra (Curitiba), Grupo Cisne Negro (SP), Jeune Ballet de France (Paris), Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ), Teatro Nuovo di Torino (Itália), Cia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (Lisboa), Teatro Argentino de La Plata, Ballet da Opera da Finlândia (Helsinque) e Ballet Nordhausen (Alemanha). Em 2011, estreou com grande sucesso o ballet “Goldberg”, com musica de Bach, criado especialmente para o Ballet Jovem do Palácio das Artes tendo recebido por este trabalho o premio de Melhor Coreografo do ano pelo Sindicato dos Críticos de Minas Gerais. BTCA MEMÓRIA – Trata-se de um conjunto de ações e projetos destinados a resgatar a memória e dinamizar a dança contemporânea na Bahia, resultado de um processo de discussão com os bailarinos da companhia e de sugestões que eles apresentaram. Iniciado em 2007, o programa vem realizando remontagens de espetáculos significativos na trajetória de 31 anos do BTCA, em parceria com instituições de formação da área. Além de “Pangea”, foram remontados os espetáculos “Saurê” (1982), coreografia de Carlos Moraes com música de Emília Biancardi “Ilhas” (1981), coreografia de Victor Navarro, e “Sertania”(1983), de Lia Robatto, com música de Ernst Widmer. Esses três espetáculos foram destaque no projeto Domingo no TCA. SERVIÇO: O quê: PANGEA & SERTANIA - PROJETO BTCA MEMÓRIA Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves Quando: 20 e 21 de abril, sábado e domingo, às 20h Ingressos: R$ 8,00 (inteira), R$ 4,00 (meia)