09/05/2013
Na noite desta última quarta-feira reuniram-se no Commons (Rio Vermelho), artistas e produtores que discutiram e trocaram experiências sobre a cultura da bass music e sobre a cena musical independente, relacionando as realidades dos dois locais onde o projeto acontece – Reino Unido e Bahia.
Antes de um show animado do Baianasystem (https://www.facebook.com/BaianaSystem), um dos principais representantes da cena bass culture local, aconteceram três seqüências de debates. O primeiro, que tratou do mercado da música ao vivo no Reino Unido, contou com Ammo Talwar (Punch), Gabriel (The Heatwave), Ben Ryan (Blue Lotus Group), Phil Catchpole (Selector Radio e British Council), Crispin Parry (British Underground) e Gilberto Monte (Invento). Todos sabem, a cena musical de Londres é marcada pela música ao vivo de todos os gêneros, tendo um sistema de música reunindo todos os agentes do mercado, entre os quais as gravadoras mais importantes do mundo, casas de espetáculos, festivais e casas de espetáculos históricas. O reggae é parte do DNA de Londres. Décadas atrás, o ritmo infiltrou-se no punk, no rock, pop e também no mainstream. O reggae saiu das margens para o centro da cena londrina e tornou-se um som emblemático da cidade. A habilidade musical que o reggae tem de evoluir e influenciar outros gêneros é mais forte do que nunca atualmente e Londres é o lar da próxima geração da Bass Sound Culture, com novas formas, como Dubstep, Grime e Bass Music, todas dominando a pista de dança e expandindo novas fronteiras.
A segunda rodada contou com as presenças do cantor Natty, de Gabriel (The Heatwave) e de Lady Chann, sendo moderada pelo jornalista do The Times, Will Hodgkinson; e tendo como comentarista o artista Russo Passapusso. Aqui, eles discutiram a cena musical londrina do ponto de vista dos artistas, falaram de suas trajetórias e de seus desafios para se inserirem e mesmo se consolidarem no mercado. Russo também trouxe a realidade baiana para o debate e a troca de experiências sobre as duas realidades foi muito interessante, mostrando que ambas têm muito em comum.
O último debate, ainda mediado pelo jornalista Will Hodgkinson, sobre a percepção da música brasileira na mídia do Reino Unido, contou com Jody Giullet, da Free Associates; e com Luciano Matos, jornalista baiano que trata da cena musical alternativa.
O saldo deste primeiro dia do Bass Culture Clash que reúne duas bandas bass culture da Bahia, OsNelsons, de Paulo Afonsoe o OQuadro, de Ilhéus e duas de Londres foi muito positivo! Fomentar a discussão sobre a cena da música alternativa, com foco na bass music, promoveu uma série de conexões e trocas que prometem frutos maravilhosos em um futuro breve!
Aguardamos todos vocês nas próximas atividades do Projeto: dia 10, sexta-feira, encontro com artistas e show em Ilhéus, dia 11, sábado, em Salvador, no Pelourinho, Praça Pedro Arcanjo, às 20h. Domingo, dia 12, haverá ainda a participação especial de Natty e Lady Chan no show de Daganja, no Pelourinho, Praça Pedro Arcanjo, às 17h.
