II Celebração mantém e enaltece a cultura sertaneja na agenda política da Bahia

13/05/2013

A primeira edição da Celebração das Culturas dos Sertões, realizada em 2012, cumpriu com maestria o seu objetivo de engrandecer as culturas dos sertões na agenda do estado, sendo o primeiro evento do ano a representar tão amplamente esta matriz histórico-cultural de extrema importância na construção de identidade da Bahia. Este ano não foi diferente; o evento, que reuniu milhares de pessoas entre sua abertura em Salvador e seu fechamento em Juazeiro, alcançou grande visibilidade na imprensa com a reunião de pesquisadores, professores, artistas, instituições e estudiosos numa variedade de atividades que tiveram como principal objetivo valorizar e reconhecer as culturas dos sertões e, assim, gerar políticas públicas focadas em seu desenvolvimento.

A II Celebração das Culturas dos Sertões congregou em seis dias de evento uma programação artística diversa composta de 28 atividades divididas entre apresentações musicais, aula-espetáculo, mesas-redondas, debates, exposições, minicursos, oficinas, mostras, conferências, exibições de trabalhos acadêmicos, cortejo pelas ruas da cidade e lançamentos de livros. “Esse ano o Encontro de Estudos teve uma característica muito marcante que foi a presença de trabalhos de vários pesquisadores aqui da região, o que revela que a cultura local está muito presente e suscita o interesse das pessoas” declara Alberto Freire, Coordenador do II Encontro de Estudos das Culturas dos Sertões.

Para o Secretário de Cultura Albino Rubim, a segunda edição do evento foi uma evolução da primeira – “Penso que a segunda Celebração é uma continuidade e uma descontinuidade em relação à Celebração do ano passado. Uma continuidade pois o objetivo central continua o mesmo – colocar cada vez mais as culturas dos sertões na agenda de políticas públicas da Bahia. Uma descontinuidade pois com a experiência do ano passado pudemos fazer um evento mais organizado, mais tranquilamente elaborado e com coisas novas”.

Outro ponto interessante do evento foi sua articulação  com o processo de territorialização da cultura. “Esta edição teve uma interação maior com a região, a exemplo do cortejo mais diverso de manifestações populares. A Celebração também tem uma relação íntima com o processo de territorialização da cultura; quando falamos de cultura dos sertões, nós estamos falando de 80% do território da Bahia, que é semi-árido”, afirmou Rubim.

Às margens do Rio São Francisco, o espetáculo “Sertão da Gente”, que lotou a Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) em Salvador na abertura do evento, encerrou a Celebração de forma memorável na Concha Acústica do Centro de Cultura João Gilberto em Juazeiro numa bela homenagem ao cantor, compositor e repentista Bule-Bule, pela sua importância e contribuição para a cultura sertaneja, e ao cantor e compositor Dominguinhos, herdeiro do velho Gonzagão, considerado o sanfoneiro mais emblemático do país.