Primeira noite do Tríduo de Santo Antônio foi celebrada com festa no Pelourinho

12/06/2013

A primeira noite do Tríduo de Santo Antônio foi marcada por momentos de fé e de festa nesta terça-feira (11), no Pelourinho. A programação realizada por iniciativa do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), órgão de Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), começou com um cortejo pelas ruas do Pelô em direção ao largo Quincas Berro D’Água, onde aconteceu a cerimônia religiosa e mais tarde as apresentações artísticas da noite. O afoxé Filhas de Gandhi esteve à frente da procissão que saiu do CCPI pelas ruas do Pelourinho anunciando e chamando os fiéis para se juntarem à celebração. A escolhida para carregar a imagem do Santo Antônio foi a artesã Maria Helena Araújo, que se emocionou com a surpresa. “Eu não esperava ser escolhida, mas fiquei muito feliz. Ele ficou leve na minha mão! Com fé e respeito você consegue tudo”, relata Maria Helena, que conta ter aprendido a devoção à Santo Antônio ainda menina com a mãe e a bisavó, e atribui ao Santo o milagre da cura de sua filha, que enfrentou uma grave doença. “Hoje ela é uma moça maravilhosa. A tradição do Santo Antônio não vai acabar, porque existem pessoas que o admiram e respeitam”, finaliza a artesã. A cerimônia religiosa foi marcada pelas vozes e os instrumentos percussivos do coral da Igreja do Rosário dos Pretos, combinando em louvores especiais para Santo Antônio durante a reza do Tríduo. O coral emocionou e levou todos os fiéis a proclamarem “Viva Santo Antônio!” em alta voz, ao som das batidas características da cultura afrobrasileira. Roberto Santana, da irmandade do Rosário dos Pretos, conta que para a nação nigeriana Santo Antônio é representado por Ogum. “Nós estamos colados no sincretismo religioso. Eu não sei como seria o baiano sem Ogum, ele é o homem da estrada, ele é o homem que abre os nossos caminhos”, fala Roberto, que ao lembrar celebrações religiosas como as da irmandade do Rosário dos Pretos, ainda completa: “parece que o sincretismo nasceu na Bahia!”. Mais festa Finalizada a celebração religiosa da festa, a programação lúdica foi aberta por Saulo Sanfoneiro, que começou com uma homenagem ao grande Dominguinhos. “Pra qualquer sanfoneiro brasileiro Dominguinhos é uma referência sem igual. Ele urbanizou o baião, a música nordestina. E é um prazer participar desta homenagem em pleno primeiro dia de Santo Antônio”, declarou Saulo, que animou o largo Quincas Berro D’Água com o autêntico forró pé-de-serra. A noite foi finalizada por Jorge Gonzaga e Trio Nordestino, que abriu a apresentação com o clássico “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, e passou por um repertório variado de música nordestina. Outro largos Enquanto acontecia a programação artística do Tríduo de um lado, no largo Tereza Batista se apresentava a banda Caboco Capiroba, que botou todo mundo pra dançar ao som de ritmos como o forró tradicional, o xote e o baião. No largo Pedro Archanjo, foi a vez de Zé Honório e banda Visgo de Jaca, que animou o público com o seu forró eletrônico. Ainda vem mais... A celebração do Tríduo de Santo Antônio continua entre hoje (12) e amanhã (13). Veja a programação: 12 de junho (Quarta-feira): 18h – Cia de Danças e Folguedos – Ruas do Pelô 19h – Celebração religiosa: Camerata Popular – Largo Tereza Batista 20h – Programação artística: Tenilson Gonzaga – Largo Tereza Batista 22h30 – Programação artística: Bruninho do Acordeon – Largo Tereza Batista 13 de junho (Quinta-feira): 18h – Afoxé Filhas de Gandhi – Ruas do pelo 19h – Celebração religiosa: Coral Maestro Keiler Rêgo – Largo Pedro Archanjo 20h – Programação artística: Neto de Procópio – Largo Pedro Archanjo 22h30 – Programação artística: Missinho – Largo Pedro Archanjo