Festival de documentário acontece em Cachoeira entre os dias 3 e 8 de setembro
O IV CachoeiraDoc – Festival de Documentários de Cachoeira consolida o Recôncavo Baiano no circuito de festivais culturais. A quarta edição do evento acontece entre os dias 3 e 8 de setembro, no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na cidade de Cachoeira (localizada a 110 km de Salvador). O festival busca fomentar a produção de documentários e a discussão sobre o gênero, por meio da exibição de filmes e realização de oficinas, debates e ciclo de conferências. Neste ano, filmes e diretores premiados estarão presentes, como o baiano Aly Muritiba ("Pátio", 2013, 17 min), Leonardo Mouramateus ("Mauro em Caiena", 2012, 18 min.), do Ceará, Cristiano Burlan ("Mataram meu irmão", 2013, 77min.), de São Paulo, e Emílio Domingos ("A Batalha do Passinho", 2012, 75 min), do Rio de Janeiro. No total, serão exibidos 41 documentários, entre curtas, médias e longas-metragens,muitos deles inéditos na Bahia e no Brasil. Os filmes integram as sessões especiais e mostras Competitiva, Cinema na Real, Áfricas: filmes de regresso e questões à terra natal,Recôncavo e Clássicos do Real: homenagem a Alexandre Robatto. Na mostra Competitiva, foram inscritos 218 filmes de todas as regiões do país. Entre os 17 documentários selecionados, sendo 13 curtas e quatro longas-metragens, estão os baianos “Jessy”, dos diretores Rodrigo Luna, Ronei Jorge e Paula Lice, “Maria vai c’as vaca”, de Luara De, e “Procurando Rita”, de Evandro Freitas. Já a mostra que homenageia o cineasta baiano Alexandre Robatto vai exibir quatro de seus curtas e o documentário sobre sua vida “Os filmes que eu não fiz”, de Petrus Pires. “As obras que buscamos exibir e por meio das quais conduzimos uma reflexão sobre o cinema e o mundo são aquelas que traduzem a multiplicidade e a constante renovação do documentário enquanto domínio cinematográfico”, explica Amaranta César, que coordena o festival em parceria com Ana Rosa Marques.Além das mostras, o festival promove gratuitamente um ciclo de conferências e as oficinas Desenvolvimento de projeto de documentário, ministrada por Aly Muritiba, e Web Documentário, com Diego de Jesus, Diogo Nunes e Laís Lima, do Grupo de Estudos e Práticas do Documentário da UFRB. Entre as conferências, ganha destaque O real e a mise en scène, do pesquisador e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, César Guimarães, que abordará as recentes passagens entre os regimes do documentário e da ficção. O debate acontece no dia 5 de setembro, às 10h, na UFRB. “Há um apuro cuidadoso com as oficinas, as conferências e os debates. Nesses momentos, percebemos que há uma troca de experiência entre estudantes, cineastas, pesquisadores, professores e o público em geral. Ali, todos estão pensando e aprendendo juntos”, explica Ana Rosa, uma das coordenadoras do festival. Nas edições anteriores, cerca de sete mil pessoas assistiram mais de 100 documentários. O festival é uma realização da Ritos Produções e do Grupo de Estudos e Práticas do Documentário, do Curso de Cinema e Audiovisual da UFRB, e conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura da Bahia desde a sua primeira edição, em 2010.

