Teve início na manhã da última terça-feira (10), o 4º Encontro Baiano de Museus, realizado pela Diretoria de Museus do Instituto Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), no Instituto Feminino da Bahia (Politeama). Estiveram presentes Frederico Mendonça, diretor do IPAC, Ana Liberato, diretora da DIMUS, Sônia Bastos, diretora do Instituto Feminino da Bahia, Luciana Palmeira Silva, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), além de Ana Lúcia Gomes da Silva, da Secretaria de Educação da Bahia e Antonio Albino Canelas Rubim, secretário de Cultura do Estado.
Na cerimônia de abertura, Ana Liberato saudou os participantes e falou sobre a importância do evento para a sociedade. "Gostaria de agradecer a presença de todos que vieram. Essas atividades representam a melhor forma de potencializar a relação do público com o patrimônio cultural preservado, contribuindo para o processo de construção do conhecimento e, consequentemente, para o desenvolvimento humano”. Frederico Mendonça aproveitou a oportunidade para destacar as demandas da área e a atenção que vem sendo dada à política pública de museus: “Temos a necessidade de construção do Sistema de Museus, que é um dos nossos objetivos até o fim deste ano”.
Luciana Palmeira Silva anunciou um número alarmante: apenas 21% dos 417 municípios da Bahia dispõem de museus. Segundo ela, para instrumentalizar as unidades é preciso, realmente, que haja uma política nacional adequada para a área. Ainda de acordo com Luciana, essa política vem sendo consolidada pelo IBRAM, que foi fundado em 2009, através de ações diversas e pontuais. “Estamos em vias de organizar a Conferência Nacional de Cultura, espaço fundamental para reivindicar as nossas necessidades, pautadas no Plano Nacional de Museus”, ressaltou. O secretário de Cultura afirmou ser fundamental a realização sistemática de eventos como o Encontro Baiano de Museus, “porque entendemos que esses equipamentos são importantes no processo cultural”. Albino Rubim assegurou, ainda, que estão sendo discutidas com o governo federal estratégias para a implantação de um museu afro-brasileiro em Salvador. “A secretaria tem se empenhado para a criação desse espaço na capital baiana, que seria o local ideal para receber este equipamento. Na segunda-feira mesmo estaremos com o IBRAM fomentando essa discussão”. A escolha do tema Museu, Educação e Desenvolvimento Social para o 4º Encontro foi elogiada pelo secretário: “Gostaria de parabenizar Ana Liberato e Frederico Mendonça pela temática do evento, por terem pensado nesse vínculo entre educação e cultura. Não existe política cultural sem educação, como também não podemos pensar a cultura longe das escolas”. Público da capital e do interior prestigia evento O público lotou o auditório do Instituto Feminino da Bahia, nesse primeiro dia de Encontro. Mais de 100 pessoas passaram pelas dependências da casa histórica fundada por Henriqueta Catharino, entre estudantes, professores e gestores de museus do interior e da capital. Na primeira mesa redonda, mediada por Jorge Nogueira Ramos, do IPAC, esteve em pauta o tema Museu e Educação. Participaram Cristina Ferreira Souza, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Ana Lúcia Gomes da Silva, da Secretaria Estadual de Educação. Os relatos de experiência também prenderam a atenção de todos. No período da tarde, Luciana Conrado Martins, da empresa paulista de arte-educação Percebe Educa, e professora Roseli Amado da Silva Garcia debateram as Práticas Educativas nos Museus, sob a mediação de Luciana Moniz Aragão Simões do Museu de Arte Moderna (MAM). Nesta quarta (11), segundo e último dia do Encontro Baiano de Museus, serão discutidos assuntos relacionados às redes de espaços de memórias, com a professora Marcelle Regina Nogueira Pereira; Taata Anselmo, da Rede de Memoriais e Museus de Terreiro; e Leane Cristina Ferreira Gonçalves, da Rede de Educadores em Museus. À tarde, é a vez das apresentações dos grupos de trabalhos e da mesa redonda intitulada: Museus, Patrimônio e Desenvolvimento Social: Abordagens e Perspectivas. Estarão presentes Eduardo José Fernandes Nunes, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB); Heloisa Helena Gonçalves da Costa, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Tânia Moura Benevides, também da UFBA; e Luís Viva, do IPAC. O encerramento do evento será no Palácio da Aclamação, às 18h, e ficará a cargo da Orquestra Museofônica, regida pela etnomusicóloga Regina Biancardi.